29 out07:54

Três projetos de Chapecó concorrem ao Prêmio Nacional

Reconhecer e criar referência quanto às melhores ações ou práticas sociais desenvolvidas pelas instituições de ensino superior, com a participação de alunos em atividades de extensão, agregando valores e conhecimentos aos estudantes e melhorias de qualidade de vida nas comunidades atendidas. Esse é o objetivo do Prêmio Cidadania Sem Fronteiras, realizado pelo Instituto da Cidadania Brasil em conjunto com o Ministério da Ciência e Tecnologia, através da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social.

A edição deste ano do prêmio, criado em 2007, terá os resultados divulgados na segunda-feira, 31 de outubro, na Pinacoteca de São Paulo. Três projetos da Unochapecó, os únicos de Santa Catarina, são finalistas do Cidadania Sem Fronteiras, que homenageia iniciativas que contribuem com a qualidade de vida, emprego e renda e, mediante novas tecnologias e metodologias de abordagem, preenchem lacunas sociais nas áreas de direitos humanos, justiça, trabalho, cultura, comunicação, saúde, tecnologia e produção e educação e meio ambiente.

Os projetos da Unochapecó que concorrem ao prêmio – Bolsa Amarela, Documentário e Comunidade e Sorriso Para a Vida -, estão em conformidade com o trabalho da instituição como universidade comunitária, para desenvolver a região e promover o crescimento ordenado de seus segmentos. A instituição mantém 53 projetos de extensão, em áreas variadas e segmentos diversificados da população. Depois de ter obtido em 2009 a segunda colocação no Prêmio Cidadania, na categoria Direitos Humanos e Justiça, com o Projeto de Extensão Comunitária Jurídica (PecJur), a universidade concorre neste ano com outros 44 projetos de extensão de universidades brasileiras.

P ara a vice-reitora de Ensino, Pesquisa e Extensão, professora Maria Luiza Lajus, o fato da Unochapecó contar com três projetos concorrendo ao prêmio é de grande relevância, considerando o caráter nacional da promoção. – O fato de estar entre as melhores práticas/ações de extensão do país e ter a possibilidade de premiação demonstra que a preocupação em adotar como referência a qualidade acadêmica é uma realidade que a Unochapecó vem conquistando nas suas práticas cotidianas – disse a vice-reitora.


Sorriso para a Vida

Uma das ações que concorre ao prêmio neste ano, na categoria Saúde, é o projeto “Sorriso para a Vida”, criado há 10 anos e atualmente realizado no Hospital Regional do Oeste e no Materno Infantil. Intervenções diárias, com jogos e brincadeiras, contação de histórias, atividades rítmicas e expressivas, atenção fisioterapêutica e atividades educativas e de cuidado voltadas à saúde bucal, à segurança alimentar e às doenças transmissíveis, envolvem a faixa etária até 18 anos.

São atendidos anualmente cerca de 700 pacientes, principalmente crianças, nos setores de pediatria, quimioterapia ambulatorial e internação oncológica, com atividades que objetivam tornar a hospitalização menos traumática.


Documentário e Comunidade

Finalista da categoria Comunicação, o projeto “Documentário e Comunidade: uma história que vai virar filme”, começou em 2007 e apresenta a proposta de livre espaço midiático, para que a comunidade possa expor suas percepções sobre o local em que vive. A proposta visa ampliar o campo da comunicação audiovisual, levando as técnicas e os meios de produção para fora da universidade, para dar voz às populações.

O trabalho é desenvolvido junto à população, para que se torne personagem da própria história e possa retratar o cotidiano a partir da visão particular dos envolvidos. As atividades envolvem membros da comunidade para motivá-los a atuar na produção de conteúdos e participar em todas as fases de produção do documentário.


Bolsa Amarela

Iniciado em 2009, o programa “Cidadania e Formação de Leitores: Programa de Leitura Bolsa Amarela”, é outro finalista do Prêmio Cidadania, na categoria Cultura. É uma atividade de extensão desenvolvida pela Unochapecó em Xaxim, através de parceria com a Prefeitura Municipal. O objetivo é incentivar o hábito da leitura nas crianças estudantes dos anos iniciais do ensino, especialmente aquelas que vivem em situação de vulnerabilidade social.

Atualmente o projeto atende cerca de 300 crianças que estudam na Escola Básica Municipal Santa Terezinha, com aulas de leitura e um trabalho articulado entre matemática com a literatura. Bolsistas do projeto visitam a escola todas as quartas-feiras e desenvolvem atividades que integram alunos e professores, através da formação continuada.



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