10 nov18:09

Ceom comemora 25 anos

Para comemorar 25 anos de atuação em defesa da história e do patrimônio cultural regional, o Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (Ceom/Unochapecó) realiza evento nesta sexta-feira, 11 de novembro. O evento conta com o lançamento do livro “Antes do Oeste Catarinense: arqueologia dos povos indígenas”, publicado pela Editora Argos, com pesquisas feitas pelo Ceom e por pesquisadores de outras instituições que atuaram na região.

Além do lançamento, acontece conferência com a participação de um dos organizadores da obra, o arqueólogo Pedro Ignacio Schmitz. As atividades acontecem no salão de atos da Unochapecó, com início às 19h30. Participam acadêmicos, professores, pesquisadores, historiadores, arqueólogos e público em geral interessado.

O livro sobre a arqueologia dos povos indígenas na região está dividido em seis partes e reúne 11 textos, de 13 pesquisadores brasileiros. A obra traz informações sobre diferentes momentos da pré-história regional, incluindo a ocupação das terras por grupos de caçadores-coletores, há cerca de 8 mil anos, a vinda dos grupos indígenas agricultores há aproximadamente 1.500 anos, o contato cultural entre esses grupos pré-históricos e a história das pesquisas arqueológicas na região.

Desde sua criação, o Ceom mantêm como características a divulgação científica, o vínculo com os museus, a biblioteca setorial, a preocupação com os vestígios arqueológicos e o desenvolvimento da história a partir da oralidade. Conforme a coordenadora do Centro de Memória, Mirian Carbonera, o evento foi pensado para a comunidade acadêmica e regional. – O Centro tem como objetivo refletir sobre o quanto se avançou na área cultural nesse período, sem perder de vista o quanto ainda temos que fazer no que tange à preservação da história e do patrimônio, especialmente o patrimônio arqueológico – disse.

O arqueólogo Pedro Ignacio Schmitz, que ajudou a organizar a obra juntamente com Mirian Carbonera, tratará na conferência sobre as casas subterrâneas em Santa Catarina, representadas por vestígios deixados por antepassados ligados à família Macro-Jê, originária do Planalto Central Brasileiro. Pedro, que é professor e pesquisador no Instituto Anchietano de Pesquisas da Unisinos, foi um dos primeiros pesquisadores a investigar o passado pré-histórico da região Oeste Catarinense.



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