12 nov15:31

Rodovias do Extremo-Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O acostamento de apenas 50 centímetros e a falta de terceira faixa são os principais problemas apontados pelos motoristas que trafegam pela BR 163, que vai de São Miguel do Oeste até Dionísio Cerqueira. O tráfego não é tão intenso, ficando em até 10 mil veículos por dia, segundo estimativa da Polícia Rodoviária Federal. Mas é um tráfego pesado, de máquinas e cereais que são transportados entre o Rio Grande do Sul e o Paraná.

-É um trecho muito perigoso pois não tem acostamento- afirmou o motorista Angelin Scaim, de São Miguel do Oeste, que traz madeira do Mato Grosso para São Miguel do Oeste. Em 30 anos de profissão, já viu muitos acidentes no local. –Não tem pra onde ir, se tivesse acostamento caia fora- explicou.

No dia 7 de setembro de 2011 três pessoas morreram num acidente ocorrido no quilômetro 96, entre um caminhão de leite e um ônibus do Rio Grande do Sul. O agricultor Lauro Wolfart, que mora ao lado da rodovia, já viu entre oito e nove mortes por acidente, em 11 anos. –Teve um que capotou, um caiu no barranco, um caminhão de cavalo tombou, teve a carreta de arroz, uma carga de adubo…- vai enumerando os acidentes.

Wolfart disse que, além de não ter acostamento, há muita neblina no local.

O inspetor chefe da 8ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal de Chapecó, Ivo Silveira, disse que outro problema é nas travessias urbanas de Guaraciaba, Guarujá do Sul e São José do Cedro. Em São Miguel do Oeste, falta um contorno viário ligando a BR 282 à BR 163. Com isso o tráfego pesado passa no centro da cidade, pela avenida Willy Barth.

Ele afirmou que desde que foi desativado o posto policial de São José do Cedro, há cerca de 10 anos, o trecho é atendido pelo posto de Maravilha, que fica a 40 quilômetros de São Miguel do Oeste e, a 100 de Dionísio Cerqueira. Há projeto para a instalação de um posto e de uma delegacia da Polícia Rodoviária Federal em São Miguel do Oeste.

O Departamento Nacional de Infraetrutura do Transporte (DNIT), já tem um projeto de adequação nos 64 quilômetros BR 163, que prevê a implantação de terceira faixa nos declives. O custo é de R$ 142 milhões e ainda não há data para lançamento do edital. Enquanto isso foi encaminhado ao DNIT de Brasília um pedido de serviços emergenciais para recuperação da rodovia e contenção de encostas.


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