15 nov17:09

Melhor ouvir o CD

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Foi nos primeiros anos de faculdade, em Santa Maria, já no início da década de 90, que eu descobri a banda Nazareth. Primeiro gravei uma fita cassete do LP de um amigo. Baladas como Love Hurts, Dream On e Sunshine embalaram meu início de namoro. Outras como Expect No Mercy e Razamanaz serviam para agitar. Um amigo da Engenharia Mecânica, que hoje mora em Caxias do Sul, gostou tanto de Where Are You Now que colocou a faixa na opção “repeat” e ficou mais de uma hora ouvindo a mesma música.

Nazareth nunca foi para mim uma das bandas top, como Pink Floyd e Led Zeppelin. Mas entrou no rol da bandas que eu gostava. Quando soube que haveria um show em Chapecó logo fiquei interessado e comprei o ingresso.

Enfrentei o dia chuvoso para ir até a Efapi. Lá, tive que pagar mais R$ 50 para trocar o ingresso da pista pelo de área VIP (preço original). Tudo para ficar com os amigos.

Não fosse pelos celulares captando as imagens do show e a idade do público daria para imaginar que havíamos voltado no tempo.

Um fã com a capa de um LP fazia a conexão com a época de ouro da banda, que foi nos anos 70. O show começou com algumas músicas menos famosas e mais pesadas. Mas mesmo quando chegaram as mais conhecidas, deu pra ver que o sessentão Dan McCaferty já não tem o mesmo gás. As músicas eram legais, conhecidas, mas não havia aquela empolgação.

Talvez fosse mais interessante assistir o show ouvindo um disco vinil da década de 70. Um dos melhores momentos foi uma performance do jovem guitarrista Jimmy Murison e do veterano baixista Pete Agnew. Dan McCafferty ainda fez uma graça com uma gaita de fole escocesa, lembrando as origens da banda. Tinha elementos para ser um bom show. Mas, acabou não sendo.

Faltou alguma coisa. Faltou empolgação, energia e interação com o público. Vou voltar a ouvir o CD. Mas com um quê de decepção. Às vezes é melhor ficar com a imagem antiga de uma banda. Tem coisas que são momento. Ou você vive aquele momento ou não tem mais como resgatar.


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7 Comentários »

  • P.A disse:

    Obviamente seu comentário foi muito critico. Quando se vai a um show como este (estive lá), nao pode se esperar um grande e espetacular performance. Para uma banda que alguns componentes beiram aos 70 anos de idade acho que foram muitissimo bem, valeu o ingresso e pagaria novamente. Roch in roll a tempos já perdeu seu espaço em popularidade, mesmo assim o público foi bom e interagiu reazoavelmente bem. Crianças, jovens e adultos se divertiram com os hits da banda, que na minha opinião, pela idade, superaram as expectativas.

  • roberto disse:

    Cara, volta a escutar o CD mesmo. Falou tudo isto porque não foi a RBS quem promoveu o evento. Tu querias o que? Quem o cara de 70 ficasse pulando, gritando? nem tu consegue fazer isto. Volta a ouvir o CD mesmo e na próxima, fica em casa ou vai lá no prolongamento da Getúlio, provavelmente tu encontrarás a tua procurada empolgação.

  • Darci Debona disse:

    O meu texto é bem pessoal. Deve ter muita gente que gostou do show. Não tenho problema algum em ir em eventos que não são da RBS. Tanto que eu estava lá. A minha opinião não tem nada a ver com quem promoveu o show. Aliás, parabéns para quem trouxe a banda. Muitos shows em Chapecó foram fracos, como Capital Inicial, Pitty, Nando Reis, Kid Abelha, só para citar alguns. Shows com bandas daqui como Mister Magoo, Repolho, Variantes, Márcio Pazin & Carol são muito mais interativos e envolvem mais o público.
    Falando sobre a idade dos integrantes da banda, acho que eles realmente não estão mais em idade de ficar pulando. Mas, comparando, o Paul McCartney fez um show de três horas em Porto Alegre e foi muito bom. É tudo uma questão de opinião. Agradeço os comentários. Não quero ser o dono da verdade. Acho que este espaço é fantástico por isso. Permite a troca de impressões pelo show.

  • Felipe Forest e Felipe Dal Forno disse:

    Primeiramente gostaríamos de parabenizar a organização do evento, nosso amigo Alex, pelo grande evento, segundo, deixar o nosso registro de que o show foi um espetáculo para a cidade de Chapecó-SC, foi um imenso prazer ter uma banda internacional na cidade pela primeira vez.
    Vale lembrar que foi de interesse da banda tocar em cidades fora das capitais, diferenciando das outras.
    Sem muitas exigências para o evento e camarim, são músicos humildes e sem “frescura” ao contrário de muitos músicos que não tem nem um ano de carreira e provavelmente serão esquecidos muito antes disso, ao contrário do Nazareth que tem mais de 40 anos de estrada.
    Olha, se o show não foi bom para você então você é um sujeitinho bem difícil de agradar, talvez se o show tivesse sido em Florianópolis teria sido melhor certo?
    Quanto as músicas, todas foram impecáveis, pesadas e um timbre clássico como um show de Rock deve ser.
    Quanto a empolgação, vale lembrar que a banda está fazendo o que muitas outras bandas não fazem, que é continuar a tocar mesmo com os problemas de saúde e a idade, o que deve ser reconhecido, aplaudido e tomado como exemplo.
    E se você prefere o CD, fica em casa ouvindo, se o Nazareth voltar nós vamos de novo. E se falta empolgação pode deixar que isso fica por conta do público.

  • Gustavo disse:

    Concordo com oque os Felipes falaram acima, o show foi um espetáculo, principalmente em se tratando de uma banda com tantos anos de carreira e ainda vendo Pete Agnew e Dan McCafferty com quase 70 anos de idade, dar uma aula de Rock and roll para 3 gerações.
    Moramos em uma cidade que apesar de ter muitas pessoas de bom gosto (não falo somente do rock), ainda predomina por aqui os eventos de musica comercial de artistas descartáveis.
    O evento além de ter sido um sucesso, abre portas para muitos outros do seguimento, fazendo produtoras que dominam os eventos da região reverem os seus conceitos.
    Parabenizando a organização, em especial o Alex Magarinos que acreditou acreditou desde o inicio, e trouxe a banda para o sul do país, em varias cidades fora das capitais, onde normalmente acontecem os grades espetáculos.
    A concorrência que promova um melhor, ou sabe somente criticar ???

  • Júnior disse:

    Se nota q o blogueiro desconhece classic rock e a banda …
    Ele ñ é a ivete sangalo ou algum dos cantores serelepes do sertanojo primário q vem por aí q ficam pulando iguais gazelas no palco !!!
    Q o evento provou q Chapecó tem público para Rock …
    Viva o rock e um salve para o Nazareth !!!

  • andre disse:

    Viva o rock, e viva os blogueiros que entendem tudo de rock!!!

    (Só não vale apagar esse também!!!)

Comentários