16 nov09:08

Joaçaba abandona o Campeonato Catarinense

Daisy Trombetta| daisy.trombetta@diario.com.br

Impasses administrativos e financeiros tiraram o Joaçaba Atlético Clube (JAC), da Divisão Especial (a segunda divisão) do Campeonato Catarinense. Os jogadores que integravam o grupo abandonaram o time na semana passada. Todos eram mantidos por uma empresa terceirizada, que também deve romper o contrato com o clube.

Sem jogadores, o time não disputou a última partida do campeonato contra o Camboriú, no último sábado. A ausência em campo, somada às dívidas de cerca de R$ 4 mil com a Federação Catarinense de Futebol (FCF) devem render um processo administrativo que pode afastar o JAC de futuros confrontos.

A empresa que gerenciava o time, a Gol de Ouro, justifica a sequencia de confusões com a falta de dinheiro para pagar jogadores e estrutura financeira para se manter no campeonato. Para ter ideia, na última disputa que o JAC participou em Tubarão, os atletas precisaram viajar de carro porque não havia recursos para fretar um ônibus.

Conforme Leandro Brandão, gerente de Futebol da Gol de Ouro, a empresa tem contrato com o clube até 2016, mas deve negociar o rompimento da parceria. Na cidade, restam apenas dois jogadores, dos 26 que começaram treinar em abril. A dupla também deve embarcar para casa nos próximos dias e prefere não comentar o assunto.

Com resultados ruins no campo, o JAC terá de enfrentar também um confronto jurídico. O diretor jurídico da FCF, Rodrigo Capela, diz que a FCF vai nformar o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) sobre as irregularidades. Se a promotoria do órgão optar por oferecer denúncia, o clube será julgado e corre o risco de cair para a Divisão de Acesso.


Futuro do clube é incerto

A diretoria do JAC prefere não se manifestar. Por enquanto, o clube permanece de portas fechadas e sem definições para o próximo ano. Conforme Romeu Macedo, diretor de Futebo, a parceria deve ser desfeita.

— Vamos fazer uma reunião entre a diretoria para saber se Joaçaba continua tendo futebol profissional. Precisamos buscar mais incentivo — diz.

Macedo se refere ao fato de que o futebol tem pouco incentivo do município. Segundo ele, somente as escolinhas do JAC recebem ajuda do poder público, de cerca de R$ 18 mil por ano. Se fosse aplicado à categoria profissional, o dinheiro daria para custear a alimentação dos atletas por pouco mais de dois meses.

Além da falta de recursos, as más condições do Estádio Oscar Rodrigues da Nova também prejudicam algumas competições. Nos dias de chuva, por exemplo, o gramado fica submerso, em grande parte do campo.

Sobre as más condições do estádio, a prefeitura disse que no ano passado foi recuperada a iluminação do local, os banheiros e guarda-corpos para dar mais segurança à torcida. As melhorias foram uma exigência da FCF para liberação do estádio para os jogos.

O gramado também apresenta problemas, mas demandaria mais dinheiro para ser recuperado. A deterioração seria resultado de má utilização no passado. O local já serviu, inclusive, como pista de motocross. Conforme a prefeitura, grande parte da manutenção do estádio seria responsabilidade do time.


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