29 nov22:29

População pede justiça no enterro de vereador

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Aos gritos de “justiça, justiça, justiça” o vereador Marcelino Chiarello (PT) foi enterrado na tarde da terça-feira, 29, no cemitério Jardim do Éden, em Chapecó. O corpo foi transportado no caminhão do Corpo de Bombeiros. Milhares de pessoas acompanharam o velório, que iniciou na Câmara de Vereadores e depois foi para o salão comunitário do Bairro Santo Antônio. Entre elas estavam lideranças do Partido dos Trabalhadores, como a ministra Ideli Salvatti, o presidente estadual do partido, José Fritsch, o deputado federal Pedro Uczai e os deputados estaduais Dirceu Dresch, Luciane Carminatti e Pedro Baldissera.

A morte de Chiarello comoveu a cidade e o assunto dominava as rodas de conversas, páginas de jornais, programas de rádios, televisão, internet e as mídias sociais. O vereador foi encontrado morto por familiares no final da manhã de segunda-feira, em sua residência, no bairro Santo Antônio. Ele havia saído às 10h15 da escola Pedro Maciel, onde dava aula. A cena inicial parecia de suicídio por enforcamento. Mas logo após a polícia informou que as evidências eram de homicídio. O laudo do Instituto Médico Legal atestou que a morte foi provocada por traumatismo craniano e asfixia mecânica.

Familiares, amigos e correligionários consideram que houve crime político, já que o vereador, que estava em seu segundo mandato, era conhecido na cidade por suas denúncias contra supostos atos de corrupção. Era um crítico das atuais concessionárias de transporte público, da municipalização do ensino, da terceirização da merenda escolar, da administração municipal e do governo do estado. Numa de suas denúncias conseguiu o afastamento do superintendente do bairro Efapi, Dalmir Pelicioli, por suspeita de improbidade administrativa. Chiarello também apoiava movimento sociais dos pescadores, atingidos por barragens, sem terra e professores.

–Ele vinha recebendo ameaçadas por telefone- disse o irmão do vereador. –Foi um crime político e nós vamos querer justiça- disse.

O deputado federal Pedro Uczai informou que o vereador ligou na sexta-feira e, no sábado pela manhã foi até sua casa dizendo que não queria ser mais vereador para proteger sua família, pois vinha sendo ameaçado.

Sua mulher, Dione Chiarello, fez uma declaração emocionada no enterro:

-Tu era um home justo, digno e trabalhador- declarou.

Depois do enterro, ela foi até a Delegacia Regional prestar depoimento.

A Polícia Civil ainda está tomando depoimento. Uczai disse que o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, que foi deputado federal por São Paulo, vai acompanhar o caso.

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7 Comentários »

  • moacir scartezini disse:

    Ta na cara que é crime Politico, mas tenho certeza que a Policia dará a todos nós uma resposta, e o Criminoso será punido, e delatara todos os envolvidos.

  • Marcos Antônio disse:

    Justiça urgente!

  • Sadi disse:

    Vá com Deus, com certeza, esperamos que a justiça seja feita, acho dificil isto acontecer, já que a justiça……. todos sabem. A nossa vingança sera eterna.

  • Paulo disse:

    Que peguem o executor logo, pois acredito que os mandantes vão dar um fim nele também, se já não o fizeram.

  • Antonio disse:

    Marcelino, você perdeu alguns anos na vida, mas ganhou muito anos na história. Morre a pessoa, nasce um mito.

  • Márcio disse:

    Isso é um crime politico, uma queima de arquivo, pois sabia que o chiarelo não fazia parte da gangue deles, e nao apoiava as falcatruas deles, entao resolveram elimina-lo.

  • ivone sbaraini disse:

    Lamentamos que em 2011 ainda aconteça esse tipo de coisa. Pior que isso é saber que vamos ter que conviver com essa bandidagem…

Comentários