01 dez23:34

Para polícia morte de vereador em Chapecó é relacionada à vida pública

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A motivação da morte do vereador Marcelino Chiarello (PT) está relacionada com sua atuação na vida pública. Esta é a principal tese que a Polícia Civil está trabalhando. Mesmo com o vereador tendo alguns empréstimos bancários e com familiares, não há indícios de que o crime foi nesse sentido. Também não há indícios de crime motivado por sua atuação no Conselho de Segurança do bairro Santo Antônio, nem que seja passional, já que o relacionamento com a família era bom.

-Ele tinha vários inimigos pela atuação combativa na vida pública- disse o delegado Ronaldo Neckel Moretto. Por isso a Polícia trabalhava com várias linhas de suspeitos em potencial. Já foram ouvidas mais de 15 pessoas, entre conhecidos, colegas e lideranças políticas e empresariais.

Sua colega na Câmara de Vereadores, Ângela Vitória, disse que as pessoas procuravam o vereador para fazer denúncias pois sabiam que ele dava prosseguimento. Ela afirmou que a semana passada foi muito tensa, devido à volta para o legislativo do vereador Dalmir Peliciolli (PSD), que pediu exoneração da superintendência da Prefeitura na Efapi, no mesmo dia em que uma decisão judicial recomendou o seu afastamento e de sua assessora, por denúncias de recursos feitas por Chiarello. Vitória disse que o PT estava cogitando pedir a cassação do mandato do vereador e até fez panfletos sobre o caso. Por ser um dos suspeitos do crime Pelicioli até convocou uma coletiva. Ele afirmou que alguém “aproveitou” o momento para tentar incriminá-lo.

>> Um detalhe que desperta curiosidade é um desenho que foi encontrado numa das mãos do vereador.

A deputada estadual Luciane Carminatti (PT) que atuou com Chiarello na Câmara, disse que há dois anos o vereador já dizia que tinha medo de algumas pessoas devido às denúncias encaminhadas ao Ministério Público.

Seus colegas de partido reiteram que nos dias que antecederam sua morte Chiarello afirmou que pretendia abandonar a carreira pública, por ameaças.

Alunos e professores da escola Pedro Maciel, onde o vereador dava aulas de Filosofia, confeccionaram dezenas de cartazes pedindo justiça e penduraram na grade da escola.

Nesta quinta, o advogado criminalista Luiz Eduardo Greenhalgh esteve em Florianópolis conversando com o delegado Renato Hendges, da Secretaria de Segurança Pública, e com o delegado Ildo Rosa, da Polícia Federal. Ele foi junto com deputado federal Pedro Uczai. O objetivo é que o experiente criminalista acompanhe o caso. Uczai disse que está marcada para esta sexta-feira uma reunião do diretório nacional do partido, em Belo Horizonte/MG, onde será elaborado um manifesto sobre o caso.

Um ato público “Pela Democracia, Contra a Violência” foi marcado para segunda-feira, às 16h30, na Praça Coronel Bertaso em Chapecó.




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3 Comentários »

  • Derli Machado disse:

    Não temos duvidas de crime POLITICO pois na cidade ha uma mafia , eles acham que podem tudo e sempre tentam tirar as pessoas do caminho deles ainda mais quando estão sendo investigados pelos desvios de dinheiro .pelo que sei alguns anos foi matado um radialista que falava as verdades ,o que me pergunto, o caso radialista até hoje não foi esclarecido e a morte do mesmo foi semelhante a de Marcelino …………

  • VOZ DO POVO DE CHAPECO disse:

    A policia federal deverá aprofundar as investigações nos desvios de dinheiro na prefeitura de Chapeco começando pelos ex prefeitos e alguns partidos de apoio a estes golpistas dos ex prefeitos….O povo de chapeco aclama justiça ….

  • marcos disse:

    A POLICIA DE CHAPECO NAO TEM ESTRUTURA PARA DESVENDAR ESTE CRIME,ESTA FALTANDO ESPECIALISTA NESTA AREA EOS QUE TEM SAO COMPRADOS FACILMENTE PELOS COMPONENTES DA MAFIA,POR ISSO O CASO DO RADIALISTA NAO FOI DESCOBERTO ATÉ HOJE ONDE ROLA DINHEIRO AINDA MAIS AKI EM CHAPECO JAMAIS SERA DESCOBERTO……TRAGAM ESPECIALISTAS DE FORA DA CIDADE QUE A DIFERENÇA NAS INVESTIGAÇOES VEM A TONA

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