05 dez22:46

Ato pede justiça no caso Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Oito dias após o vereador Marcelino Chiarello (PT) ter sido encontrado morto em sua casa, em Chapecó, a cidade parou para o ato público “Chapecó em Defesa da Vida, por Justiça e Cidadania”. Cerca de duas mil pessoas, segundo a Polícia Militar, e três mil, segundo os organizadores, vestiram preto, algumas com a foto do vereador, e caminharam da Catedral Santo Antônio até a Câmara de Vereadores.

Entidades sindicais, movimento sociais, universidades, entidades de classe e associações de moradores levaram cartazes onde pediam um basta à violência e punição aos criminosos. O deputado federal Pedro Uczai (PT) disse que o ato é de indignação, pela justiça e cidadania. A deputada estadual Luciane Carminatti, ex-colega de Marcelino na Câmara, chorou.

Entre as lideranças estaduais e nacionais do PT, estava o secretário geral do diretório nacional, Elói Pietá. A morte do vereador gerou bate-boca entre as lideranças do PT e PSD nas rádios locais. Marcelino era um opositor ferrenho da atual administração e o PT considera que o crime foi político. Na semana anterior à morte do vereador o superintendente da Efapi, Dalmir Pelicioli, pediu exoneração antes de ser afastado judicialmente, numa denúncia de Marcelino em relação a subvenções sociais.

Pelicioli, que voltou a exercer seu mandato na Cãmara, disse que o PT tem sido injusto com ele pois só faltou dizer seu nome como suspeito em algumas manifestações.

O presidente do diretório municipal do PSD, João Rodrigues, afirmou que o presidente municipal do PT, Pedro Uczai, foi precipitado e que o PT está transformando a tragédia num embate político. –O ato teve pessoas que buscam a justiça mas também teve um cunho político por parte de seus organizadores- disparou Rodrigues.

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