06 dez23:32

MP já tem roteiro do vereador encontrado morto em Chapecó

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Ministério Público já levantou o trajeto do vereador Marcelino Chiarello (PT) entre a Escola Pedro Maciel e sua residência, onde foi encontrado morto na segunda-feira, dia 28 de novembro. De acordo com o promotor Fabiano Baldissarelli, que está acompanhando o caso, como não havia câmeras da Polícia Militar no trajeto foram solicitadas imagens particulares de residências e empresas, que ajudaram a definir o roteiro.

– Sabemos o horário que ele saiu e o horário que chegou em casa – revelou o promotor.

Ele só não quis adiantar se o vereador foi direto para casa, para não prejudicar as investigações. O Ministério Público está apoiando o levantamento de informações com 10 policiais civis e militares do Grupo de Apoio e Combate ao Crime Organizado (GAECO). Os 10 promotores da Comarca de Chapecó estão à disposição da Polícia Civil para fornecer informações, por determinação do Procurador Geral de Justiça Lio Marcos Marin.

O GAECO também recolheu imagens das possíveis rotas de fuga.

-Identificando o veículo provavelmente conseguiremos descobrir por onde ele fugiu- explicou o promotor.

A tese de suicídio já foi completamente descartada, após as análises do Instituto Geral de Perícias. A primeira perícia foi realizada pela unidade de Chapecó e houve uma segunda perícia feita por profissionais de Florianópolis.

O delegado Ronaldo Neckel Moretto mantém sigilo sobre as investigações mas está otimista.

–Estamos evoluindo- explicou. No entanto ele não quer apressar os resultados, mesmo com a pressão da comunidade para solucionar o caso o quanto antes.

–Vamos levar o tempo que for necessário- disse.


>> Ato pede justiça no caso Chiarello


Suplente assume vaga na Câmara de Vereadores

Lizeu Mazzioni, suplente de Marcelino na Câmara de Vereadores, assumiu a vaga.

Mazzioni disse estar muito triste por assumir o posto nessa situação. O presidente da Câmara de Vereadores, Itamar Agnoletto, disse que a cidade vive um “estado de sítio” após a morte do colega.

Ele vai solicitar inclusive proteção policial aos vereadores. A vereadora Ângela Vitória (PT) já havia revelado que muitas pessoas mudaram seus hábitos após o crime, pela sensação de insegurança.

Outros vereadores também manifestaram sensação de medo. A morte do vereador também acirrou manifestações entre lideranças do PT, que é de oposição, e do PSD, que é da atual administração. A oposição alega que o crime tem cunho político pelas denúncias que Chiarello fazia. A situação afirma que o PT está se antecipando em apontar possíveis culpados. O certo é que o caso, mesmo sendo uma tragédia para a cidade, acabou antecipando o debate eleitoral.

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Um Comentário »

  • Dorvalino Casagrande disse:

    Este caso está rodeado de mistério. Algumas declarações do vereador antes de morrer indicam que havia um quadro de depressão, de nervosismo, disse até que renunciaria ao cargo. Ora para Marcelino dizer isto, só as ameaças não seriam suficientes…então quero dizer que havia pré-disposição para o suicídio. Qualquer um que comete suicídio as pessoas custam a acreditar.
    Outro aspecto que chama a atenção é que sendo o vereador combativo que tinha vários inimigos políticos como não tomou precaução, parece que caiu muito fácil na armadilha. Nem sequer registrou para mulher e filho quem na opinião dele estaria o ameaçando ? Outro mistério é como que mais de um elemento entram e saem da casa dele em plena manhã, sem que ninguém tenha visto nada?

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