20 dez01:05

Flagrante de maus tratos contra idosa em Xaxim

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A Polícia Civil de Xaxim, com auxílio do Centro de Referência Especializado da Assistência Social – Creas da cidade, foi chamada na tarde da segunda-feira para apurar uma denúncia de cárcere privado e maus tratos a uma idosa de 75 anos.

Ao chegar na casa, na Linha Golfo, os policiais encontraram a mulher trancada em seu próprio quarto, onde não tinha acesso à água e comida, banheiro ou às demais áreas da casa onde residia. As janelas do quarto estavam pregadas pelo lado de fora.

No quarto havia apenas um pote com restos de comida no chão, um penico, uma cama sem forro, uma poltrona velha e suja, além do forte cheiro de urina no local.

A idosa, que não pode se locomover e se comunicar com clareza, estava com diversos hematomas aparentes no corpo. Os dedos da mão também estavam sujos, apresentando sinais de restos de comida, pois provavelmente se alimentava sozinha.

- O que mais impressionou é que quem deveria tomar conta da idosa não se encontrava na casa, e por mais de 3 horas desde a chegada das assistentes sociais, nem o irmão ou a cunhada da idosa, que em tese seriam os responsáveis pela vítima, foram até a residência verificar o estado em que ela estava – destacou o agente da Polícia Civil de Xaxim, Daniel Caldas.

Diante da situação, os policiais acionaram o Corpo de Bombeiros, que conduziram a vítima até o Hospital Frei Bruno. Lá ela recebeu atendimentos e foi internada, pois apresentava sinais de desidratação, desnutrição e assaduras no corpo. A médica Carla Dávi, que atendeu a paciente, disse que a senhora está bem, já se alimentou e está acompanhada de parentes.

Até o final da noite da segunda-feira ninguém havia sido preso.

- Um inquérito policial já foi instaurado para apurar os fatos. Os responsáveis foram identificados e devem ser indiciados, em princípio, pelos crimes de maus tratos contra idoso, e cárcere privado, cujas penas podem chegar de quatro a oito anos, respectivamente – disse a delegada Olívia Moretto Cândido Souza.





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