22 dez09:22

Clubes preparam os gramados para o Campeonato Catarinense

Arrumar a casa antes de um grande evento é algo natural. Os clubes estão fazendo isso também. A um mês do Campeonato Catarinense, o momento é de cuidados e preparativos para que os gramados estejam prontinhos quando o Estadual começar, dia 22 de janeiro. Nem todos têm garantias de que seus campos estarão impecáveis. Certo mesmo é que os 10 clubes que disputam a competição estão empenhados para fazer com que eles estejam em boas condições quando a bola começar a rolar.

O trabalho é árduo. Os clubes precisam de equipes específicas para cuidar de seus “tapetes”, apelido dado àqueles considerados perfeitos, categoria em que poucos conseguem se enquadrar. O investimento pode ser alto e costuma ser ainda maior nesta época do ano, quando os jogadores recebem folga e o calendário para. Saem de cena os jogos, entra em cena uma equipe que cumpre rigorosos cronogramas, que vão do corte à adubação da grama.

O processo é longo e pode variar de um clube para o outro. Alguns possuem sistema mais modernos, têm acompanhamento de profissionais especializados, conseguem investir em produtos de mais qualidade e, consequentemente, garantem um resultado melhor. De qualquer forma, todos fazem o básico: proteger, adubar e irrigar o gramado.

Também é a hora de fazer uma boa análise, resolver problemas como desníveis, tapar buracos, cortar e garantir que a grama cresça forte para evitar que o ritmo intenso dos jogos, a partir de janeiro, castigue demais os campos, que receberão outras competições ao longo.

— Como temos um período maior de dias de folga, sem treino, este é um período ideal para fazer mais operações e recuperar o gramado — considerou o engenheiro agrônomo Jardel Gheller, do Figueirense.

É o que estão fazendo os 10 clubes da elite catarinense, quase todos certos de que tudo estará pronto até dia 22 de janeiro. O Criciúma pode atrasar um pouco mais porque precisou retirar toda a grama para instalar um novo sistema de drenagem, o que não deve ser problema porque o time só joga em casa dia 29 de janeiro.

— A drenagem anterior não era funcional. Já podemos perceber os resultados — afirmou o superintendente geral Domingos Cesca.

Os campos dos sonhos

CHAPECOENSE

Apesar da falta de qualidade do gramado da Arena Condá chegou a direção da Chapecoense pensar em investir cerca de R$ 400 mil na troca, mas os planos mudaram. Como o estádio é do município e havia um trâmite burocrático que atrasaria as obras, o time ficaria sem estádio na primeira fase do Estadual. A opção foi recuperar os pontos críticos e “maquiar” a falta de grama em algumas áreas, com manutenção diária. A expectativa é que esteja melhor em 2012.

AVAÍ

O gramado da Ressacada e os três campos de treino do Avaí passam por melhorias. O trabalho feito agora é importantíssimo para dizer em que condições o campo estará no restante do ano. É por isso que o investimento maior é nesta época, aproximadamente R$ 70 mil, segundo o superintendente de Esportes, Luciano Corrêa. O processo descompactação, raspagem, colocação de areia, adubação e irrigação para que cresça mais forte. O próximo corte está previsto para 10 de janeiro.

ATLÉTICO-IB

Em Ibirama, a direção do Atlético está investindo cerca de R$ 6 mil num tratamento de recuperação do gramado do Estádio da Baixada, que inclui adubo, areia e produtos químicos. O trabalho deve encerrar no dia 3 de janeiro, quando o grupo do técnico Giovani Nunes poderá voltar a trabalhar no estádio. Até lá, o time está treinando no campo da Sociedade Desportiva União, em Ibirama.

BRUSQUE

Após a enchente de setembro, que colocou mais de um metro de lama no Estádio Augusto Bauer, o principal trabalho da direção do Brusque foi retirar excesso de barro e sujeira do gramado. Nos próximos dias, está programada a passagem de um rolo no campo, para diminuir as irregularidades da grama.

CAMBORIÚ

A direção do Camboriú está promovendo uma série de reformas no Estádio Roberto Santos Garcia, o Robertão. Entre elas, um tratamento para melhorar a condição do gramado. Os dirigentes contrataram um engenheiro, que fez uma análise do solo, antes de iniciar o trabalho de recomposição. Para isso, a direção investiu R$ 21 mil. Em janeiro, o gramado receberá um novo tratamento, com adubo, que vai custar R$ 12 mil.

CRICIÚMA

O gramado do Estádio Heriberto Hülse, em Criciúma, passou por uma grande transformação. Como o clube trocou todo o sistema de drenagem, foi necessário retirar a grama. Concluído o novo sistema, o Tigre trabalha agora para recolocar a grama, o que deve terminar hoje, e recuperá-la. O processo deve demorar 30 dias, mas como o clube estreia fora no Estadual, acredita que tudo estará pronto até o primeiro jogo.

FIGUEIRENSE

O gramado do Orlando Scarpelli recebe os principais cuidados do ano nesta época. O trabalho forte é feito agora para facilitar a manutenção no restante do ano. O gramado passou por dois tipos de cortes e está em fase de recuperação, dentro de um processo necessário para controlar plantas daninhas, facilitar a drenagem e garantir um bom crescimento da grama. A próxima etapa é a fertilização e adubação.

JOINVILLE

Na Arena, em Joinville, o processo de revitalização do gramado termina hoje. Uma empresa de Curitiba foi contratada para fazer reparos e retoques na grama. Para dar nova vida ao gramado, uma mistura de areia e adubo foi introduzida em vários pontos abertos no solo. O processo se encerrará em 15 dias. A drenagem do gramado, muito criticada durante o último Estadual, deverá continuar com problemas. Foram feitos apenas reparos pontuais.

MARCÍLIO DIAS

Com o auxílio da prefeitura, a diretoria do Marcílio Dias está investindo R$ 176 mil em manutenção, reforma e novas instalações no Estádio Hercílio Luz. As melhorias incluem o gramado, onde foram aplicados produtos químicos, além do corte e a troca da grama em locais específicos, como nas laterais. No estádio, também será construído uma nova loja e vestiários e a sala da imprensa serão reformados.

METROPOLITANO

Em outubro, a direção do Sesi iniciou um tratamento para acabar com o fundo que atingiu e estragou o gramado do estádio, deixando-o todo queimado nos jogos do Metropolitano na Série D. Foram aplicados produtos químicos no solo. O gramado estará liberado para o uso ainda no fim desse ano, já que o tratamento exigia um período de dois meses de inutilidade da grama.

DIÁRIO CATARINENSE

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