03 jan09:24

Obra de novo presídio está atrasada em Chapecó

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Enquanto o atual Presídio Regional de Chapecó, localizado no bairro Santa Maria, passou por um princípio de rebelião na virada do ano, o novo prédio está com as obras atrasadas em nove meses.

O diretor do Departamento de Administração Prisional do Estado, Leandro Antonio Soares Lima, esteve ontem em Chapecó avaliando o estrago nas celas. Quatro celas ficaram inutilizadas, pois os presos quebraram as portas, e duas foram danificadas. Lima negou que tivesse ocorrido queima de colchões, conforme relatório da Polícia Militar. E tentou amenizar o ocorrido. No entanto foram chamados reforços de agentes e policiais de Xanxerê e Concórdia. Além disso houve uso de armamento não letal e bombas de efeito moral para controlar os distúrbios. Vizinhos disse que nunca ouviram tantos gritos.


Diretor do DEAP, Leandro Lima, vistoriou os danos causados nas celas pelo princípio de rebelião.


Foram transferidos 33 presos para presídios e penitenciárias da região. O local estava com 375 detentos, para uma capacidade de 150. Lima reconheceu que a situação da unidade de Chapecó é grave, mas ressaltou que há outros presídios em situação problemática no Estado. Disse que Santa Catarina tem uma população carcerária de 17 mil pessoas e há um déficit de quase sete mil vagas. A intenção do Estado é disponibilizar 1,5 mil novas vagas em 2012. Nos próximos 15 dias serão entregues a Penitenciária de Itajaí, com 365 vagas, e duas unidades de regime semiaberto, uma em Joinville, com 180 vagas, outra em Itajaí, com 120 vagas. Também em janeiro será inaugurada uma unidade prisional para 25 pessoas em São José do Cedro.

Chapecó deverá ter um aumento na segurança máxima da Penitenciária Agrícola, até o final do ano.

Além disso o diretor disse que vai buscar medidas mais enérgicas para a conclusão do novo presídio regional, que está sendo construído na área da penitenciária, e que deveria ter sido concluído em março do ano passado. Ele cogita até ação judicial. –É uma irresponsabilidade da empresa pois poderia ter ocorrido algo grave no presídio de Chapecó- argumentou.

No entanto o engenheiro da Construtora Oliveira responsável pela obra, Edson Markus, disse que o trabalho só não foi concluído porque o repasse mensal do Estado oscila entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, insuficiente para acelerar os trabalhos. –O repasse está em dia mas nós produzimos conforme vamos ganhar- disse o engenheiro. Da obra de R$ 8 milhões, que terá 352 vagas, já foi concluído cerca de 80%. O engenheiro estima que a obra será entregue somente na metade do ano.



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