04 jan17:34

Defesa Civil reúne órgãos estaduais e trata do plano de ações para enfrentar a estiagem em Santa Catarina

A Secretaria de Estado da Defesa Civil (SDC) reuniu dez entidades do Governo Estadual para tratar do plano de ações para enfrentar a estiagem que atinge o Extremo-Oeste e Oeste catarinense. – O encontro serviu para iniciarmos a formatação das estratégias de curto prazo, assim como de médio e longo prazo. Pretendemos não só prestar o atendimento imediato, como também construir um projeto que minimize os prejuízos e danos da estiagem no Estado – destacou o secretário da Defesa Civil, Geraldo Althoff.

Conforme o relatório das 16horas, desta quarta-feira, 44 municípios decretaram Situação de Emergência por estiagem. A Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos de Guarujá do Sul, Maravilha, Palmitos e São José do Cedro.No total, foram mais de 365 mil pessoas afetadas nessas regiões.

De acordo com o Ciram/Epagri, o período de estiagem deve se entender pelos meses de janeiro e fevereiro. – As chuvas ficarão bem abaixo da média e em períodos espaçados. Se ocorrer chuva, há o risco de granizo e vendaval – alertou a metereologista Marilene Lima. Atualmente, o Ciram/Epagri dispõe de três estações na região do Extremo-Oeste e Oeste: São Miguel do Oeste, Campo Erê e Itapiranga.

A Regional de São Miguel do Oeste informou, que as perdas na região chegam a 50% no milho, 70% no feijão, entre 25 e 40% na produção de leite e entre outras culturas de 20 a 40%. Segundo o secretário regional Wilson Trevisan, no município de Guaraciaba, nos últimos 15 dias, a prefeitura realizou a limpeza de cerca de 40 bebedouros e poços.


Confira algumas ações já desenvolvidas ou que devem ser desenvolvidas pelas entidades:

A Secretaria da Agricultura já pratica programas que buscam a recuperação de áreas degradadas junto aos agricultores. A estiagem já vem sendo discutida e o monitoramento da região por meio das gerências regionais identificam 15 municípios em situação crítica no Estado.

Segundo o órgão, já foram realizadas 410 comunicações ao Banco do Brasil, de perdas na agricultura, e 350 pedidos estão na espera para serem protocolados. Para ser beneficiado pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), o agricultor comunica ao banco o problema, e na sequência o técnico emite o laudo da situação.

Num caso mais extremo, como foi no desastre de 2008, este laudo poderá ser coletivo ou único. Esta medida é necessária para que o agricultor seja indenizado. Outros programas também são disponibilizados aos agricultores.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável colocou à disposição da Defesa Civil e dos municípios as informações do novo Mapa Hidrológico de Santa Catarina, com dados de todos os poços existentes no Estado.

A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) já está atendendo os municípios de Anchieta e Seara de forma emergencial. Caso necessário, poderá estender este atendimento de forma planejada aos demais municípios. As ações se restringem à distribuição de água por meio de caminhão-pipa nas áreas urbanas onde a entidade atua. Há um ano e meio, a Casan contratou a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc) para perfurar 21 poços na região. Atualmente, todos estão ativados.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc) se colocou à disposição para atuar nas perfurações de poços. Já o Corpo de Bombeiro Militar (CBM/SC) colocou seus caminhões à disposição da população afetada para o transporte de água. A Fundação Estadual de Meio Ambiente (Fatma) também dispôs seus recursos humanos e equipamentos.



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