11 jan18:53

Governo reforça prevenção a doenças animais para manter selo de excelência de Estado livre de febre aftosa sem vacinação

O Governo do Estado liberou, na terça-feira, dia 10, R$ 300 mil para ampliar a fiscalização nas fronteiras que impedem a entrada do vírus da febre aftosa em Santa Catarina. Durante todo o ano de 2011, o Governo, por meio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), intensificou os cuidados, aumentando os recursos anuais da empresa, de R$ 20 milhões em 2010, para R$ 39 milhões em 2011.

- A Cidasc é uma empresa de fiscalização de sanidade animal e vegetal e, conforme exigência do governador Raimundo Colombo, estamos trabalhando intensamente no serviço de inspeção de carne suína – destacou o presidente do Cidasc, Enori Barbieri.

Até 2000, foram feitos trabalho intensos de vacinação que erradicaram o vírus de febre aftosa em todo o Estado. Desde então, a região está livre do vírus, sem necessidade de vacinação. Em 2007, Santa Catarina foi o único estado do Brasil a obter a certificação internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação. De acordo com o secretário da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, Santa Catarina está tomando todas as medidas preventivas para manter o reconhecimento da OIE. – Com isso, será possível conquistar mercados importantes e exigentes como EUA e União Europeia. O Japão e a Coreia do Sul também estão prestes a importar carne catarinense, o que vai criar mais empregos e desenvolvimento econômico para Estado – afirma o secretário João Rodrigues.

As medidas de prevenção contra a febre aftosa colaboraram com a abertura do mercado americano, um dos mais exigentes quanto à procedência da entrada de carnes suínas. Santa Catarina é o único Estado autorizado para a habilitação de matadouros – frigoríficos para exportação de carne suína “in natura” para os Estados Unidos. Conforme o presidente do Cidasc, o Governo priorizou a defesa sanitária animal em Santa Catarina pela importância econômica que o setor de agronegócio representa para o Estado.

Além das 67 barreiras sanitárias fixas do Cidasc nas fronteiras do Rio Grande do Sul, Paraná e Argentina, existem 20 sedes do Cidasc com barreiras volantes que circulam com veículos fiscalizando o trânsito de animais que possam trazer risco de febre aftosa para o Estado. O Governo está ampliando a fiscalização com reforço de policiais militares em todas as barreiras, além do apoio do Exército brasileiro nas regiões de fronteiras com a Argentina e nas divisas com o Paraná. – As ações da defesa Sanitária animal em Santa Catarina desenvolvidas pelo Governo, por meio da Cidasc e Ministério da Agricultura em parceria com agroindústrias e produtores, mostraram-se muito eficazes no controle de doenças que resultaram na condição de excelência sanitária em nossos rebanhos – afirma o secretário da Agricultura, João Rodrigues.


Entenda a doença

A febre aftosa é uma doença viral que atinge bovinos, suínos, ovinos, caprinos e bubalinos, e se caracteriza por febre alta, salivação acentuada e formação de vesículas (aftas) na língua, na boca e nos cascos.

A aftosa causa prejuízos não somente pela mortalidade, mas também pela perda de peso dos animais e pelo aborto nas fêmeas prenhas. O vírus pode ser transmitido pelo contado direto entre os animais e indireto por meio de superfícies contaminadas pelo vírus. Não há risco de contaminação humana.

O vírus da aftosa se instala na língua e circula por toda a corrente sangüínea, contaminando a carne e os ossos do animal. O tempo de sobrevivência do vírus no corpo varia de poucos dias a três anos, quando instalado nos ossos, e, entre outros fatores, também depende das condições ambientais. A febre aftosa enquanto doença viral não tem tratamento curativo, mas pode ser prevenida por meio da vacinação.


Fonte: Secretaria de Estado de Comunicação


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