16 jan14:24

Hospital Regional de Chapecó recebe equipamentos

A aquisição de uma lavadora ultrassônica e a adoção do Ácido Peracético pelo Centro de Materiais e Esterilização (CME) do Hospital Regional do Oeste resulta em economia, rapidez, qualidade e menor risco de infecções. A infor-mação é da enfermeira-chefe do setor Aline Foresti.

O Hospital Regional substituiu o Hipoclorito de Sódio pelo Ácido Peracético para a desinfecção de artigos como plásticos, PVC, silicones, látex, máscaras de inalação, respiradores e cânulas, geralmente desgastados pelo hipoclorito, forçando substituição frequente e permanente. – A substância combate espo-ros e bactérias e vírus (incluindo HBV e HIV) e conta com boa compatibilidade com materiais, promovendo maior durabilidade – explica Aline.

Outras vantagens: o Ácido Paracético não descolore, não mancha e ou cor-rói tecidos, os maiores problemas do HRO em termos de reposição de roupas e campos (panos em procedimentos cirúrgicos). Segue as boas práticas ambientais defendidas pela instituição em diversos programas internos: é biodegradável, não necessita de qualquer tratamento de resíduos ao ser desprezado após o uso. O produto final é água e oxigênio, portanto compatível com o meio ambiente. Todo resíduo é removido após o enxágüe. Por fim, conta com o aval da respeitada Sociedade Alemã de Higiene e Microbiologia (DGHM).

Para facilitar o trabalho de preparo já vem equipado para garantir a precisão na diluição. Possui um dosador DS1, diluidor eletrônico com controle automático de dosagem, desenvolvido especialmente para trabalhar com este tipo de produto. Tecnicamente: O DS1 tem a capacidade de produzir o produto pronto, automaticamente, a partir de água mais o químico (ácido peracético) na concentração selecionada 0,5% ou 1%, conforme necessidade. O sistema conta com sensores de dosagem que monitoram continuamente a concentra-ção da solução produzida, certificando assim que o usuário não terá um produto pronto uso com percentual de diluição diferente do selecionado. Caso acabe o galão de solução concentrada ou ocorra algum outro problema, os sensores acusam imediatamente e o processo é interrompido automaticamente, evitando a produção de uma solução com dosagens diferentes da solucionada. Portanto, é um sistema confiável e extremamente seguro para diluição.


Lavadora ultrassônica aperfeiçoa processo de higienização

A adoção da lavadora ultrassônica – adquirida pelo HRO – aperfeiçoa o pro-cesso de higienização, explica Aline Foresti. O equipamento automatiza a higienização dos materiais. Depois de pré-lavagem os instrumentais seguem para a lavadora, equipada com um sistema de cavitação – ondas com pressões altas e baixas. Milhões de bolhas minúsculas produzidas por ultrassom retiram toda a matéria orgânica depositada.

Na lavadora comum, o processo de limpeza através de escovação manual não atingia todos os pontos dos instrumentos como ocorre através do ultras-som. Uma pinça, por exemplo, possui uma cremalheira, tem a parte distal, a parte de envergadura, locais onde a escovação não atinge. A lavadora ultras-sônica permite a limpeza profunda.

A lavadora com ultrassom aperfeiçoa os recursos, protege o colaborador – pois não precisa entrar em contato direto com o instrumental – e diminui os custos. No processo manual, há necessidade de escova, uso do movimento – repetitivo -, e maior quantidade de detergente. – Hoje, em 10 minutos dispomos do equipamento limpo, sem contato manual. A qualidade é ímpar. E, ainda podemos validar o processo de limpeza – saber exatamente os pontos atingidos pelo ultrassom, garantindo, assim, qualidade, eficácia e eficiência – resume a coordenadora do Centro de Materiais e Esterilização, Aline Foresti.


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