17 jan10:46

Prefeito de Chapecó entrega reivindicações ao governador de SC

O prefeito em exercício Américo do Nascimento Júnior, aproveitou a visita do governador de Santa Catarina Raimundo Colombo, nesta segunda-feira e entregou um extenso e detalhado relatório sobre os prejuízos provocados pela estiagem em Chapecó.

Américo aproveitou o ato de anúncio de recursos dos governos estadual e federal, ao qual estiveram presentes além do governador do Estado, o vice, três ministros de Estado, o secretário de Estado da Agricultura e Pesca João Rodrigues e o presidente da Assembléia Legislativa de SC deputado Gelson Merísio. O documento finaliza com a reivindicação de recursos públicos do Governo do Estado para que o Município de Chapecó possa garantir a execução das ações necessárias ao atendimento das comunidades afetadas com a estiagem, bem como prevenir-se para futuras ocorrências de seca.

Américo do Nascimento, prefeito em exercício, quando entregou documento com as reivindicações ao governador Raimundo Colombo.

Foi relatado ao governador que Chapecó encontra-se em Situação de Emergência desde 30 de dezembro. A seca atinge direta e indiretamente cerca de 180 mil habitantes no meio urbano e outras 18 mil no meio rural. Além disso, o Município destaca-se na produção de alimentos – um dos maiores produtores do estado -, fato que movimenta a economia, em especial com a produção de milho, soja, feijão, fumo, trigo, pecuária de leite, piscicultura, avicultura e suinocultura.

O prefeito recorre aos números apurados pela Secretaria de Agricultura e Serviços Rurais e da EPAGRI para acentuar o volume de prejuízos, na casa dos R$ 21 milhões. Os prejuízos econômicos se caracterizam pelas perdas de 40% no milho safra = 11.880 ton. (plantio de agosto a dezembro), 30% na cultura da soja = 6.120 ton., 30% na cultura do feijão da safra = 800 ton. perdas de 30% na produção de carne bovina (equivalendo a 250 unidades animais (UA), 20% na produção de citrus (laranja = 795 ton), redução de 30% na produção de hortaliças (1.980 ton), 40 ton na produção de leite (novembro e dezembro) equivalentes a 9 milhões de litros.

Para Américo do Nascimento Júnior os prejuízos sociais podem ser caracterizados pela necessidade de abastecimento público através de caminhões-pipas contratados pela municipalidade. Isso gera instabilidade comportamental nas famílias, obrigadas a reduzir e/ou deixar de cultivar alguns produtos destinados à subsistência.

Chapecó já desembolsou mais de R$ 150 mil com equipe própria para transportar água e atender o consumo doméstico e animal do meio rural e urbano, com o propósito de amenizar o problema enfrentado pela população. Também foram adotadas medidas preventivas para enfrentar o problema da estiagem em anos anteriores. Entre elas, estão a implantação de 42 km de redes de água para consumo humano e abertura de 12 poços artesianos na área rural. Desta forma, das 26 comunidades do interior, 12 já foram atendidas, mas outras 14 ainda dependem de atenção.

Para fazer frente a essa realidade o prefeito em exercício Américo do Nascimento detalhou ao governador Raimundo Colombo a necessidade de materiais e equipamentos. São: dois caminhões-pipa; uma retro-escavadeira; um caminhão-caçamba; um veículo médio para Defesa Civil Municipal; 12 poços artesianos; 52 caixas d´água de 10 mil litros; 15 mil metros de mangueira de 1 polegada, além de canos, lona preta, telha de amianto, abertura de reservatórios de água (tanques ou açudes) e equipamentos para irrigação.


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