21 jan09:59

Caso Marcelino Chiarello

Natália Viana | natalia.viana@diario.com.br

O secretário de Segurança Pública, César Grubba, garantiu que pedirá agilidade na conclusão dos laudos técnicos do inquérito que investiga a morte do vereador de Chapecó Marcelino Chiarello.

Marcelino Chiarello.

O anúncio foi feito durante uma reunião, ontem à tarde, com lideranças do PT e o advogado criminalista Luiz Eduardo Greenhalgh, que por enquanto descarta a hipótese de solicitar a federalização do caso.

A audiência foi solicitada por Greenhalgh com o argumento de que a morte do vereador completou 50 dias sem qualquer informação concreta sobre o crime.

Segundo o advogado, ele decidiu procurar o secretário após conversar com os delegados responsáveis pelo caso, Ronaldo Moretto e Augusto Brandão, que afirmaram depender dos resultados das perícias técnicas para continuar trabalhando no inquérito.

Greenhalgh explica que são necessários três laudos: o do local da morte, o da quebra do sigilo telefônico e o laudo da autopsia.

— O legista diz que assinou o laudo em 22 de dezembro e estranhamente este ainda não foi incluído no inquérito. O telefone celular do vereador foi entregue à Polícia no dia da morte, mas até agora não veio nada sobre a quebra do sigilo telefônico para saber para quem Marcelino Chiarello ligou e de quem recebeu ligações. E o laudo do local da morte também não apareceu ainda — diz o advogado.

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De acordo com o presidente estadual do PT, José Fritsch, como o secretário afirmou que solicitará ao Instituto Geral de Perícia (IGP) que agilize os laudos e apresente as conclusões em uma semana, os dirigentes do partido aguardarão este prazo.

Ele assinala que a principal reivindicação do PT é que a Polícia Civil considere a gravidade do caso e priorize o inquérito.

— O que nos parece é que foi um crime elaborado e que a Polícia precisa ter o mesmo nível de elaboração para conseguir descobrir o que ocorreu — completa a vereadora de Chapecó, Angela Vitória.

Greenhalgh afirma que saiu satisfeito da reunião e que, por enquanto, descarta a hipótese de pedir a federalização das investigações. Para o criminalista, o secretário César Grubba, sabe que pode contar com o apoio da Polícia Federal se necessário.

O delegado-geral, Aldo Pinheiro D’Ávila, destacou que a Polícia Civil está trabalhando no inquérito e que acredita que a demora na conclusão dos laudos se deve à complexidade envolvida.

Ele confirmou que será pedido ao IGP a agilização dos laudos e rebateu as críticas sobre a demora nas investigações afirmando que a Polícia Civil “confia” na competência dos dois delegados que estão trabalhando no caso.

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