26 jan14:09

Diagnóstico tardio dificulta tratamento de pacientes com hanseníase

O Brasil é o segundo país do mundo em detecção de casos da doença, com 37.610 novos casos diagnosticados no ano de 2010, cuja taxa de detecção é de 18,2 por 100 mil habitantes. Santa Catarina apresenta um dos menores índices de contaminação pela hanseníase, que, popularmente, é conhecida como lepra. Dia 29 de janeiro, é o Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase.

Em 2011, o estado diagnosticou 214 novos casos, apresentando taxa de detecção de 3,4 por 100 mil habitantes. Mesmo assim, ela continua sendo um grave problema de saúde pública, principalmente pelo fato de as pessoas buscarem auxílio médico tardiamente.

De acordo com a coordenadora estadual da Hanseníase da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, Jeanine Varela, o grupo que merece maior atenção é o familiar, pois sete crianças menores de 15 anos apresentaram a doença. – Assim que os pacientes apresentarem sintomas ou sinais suspeitos, devem recorrer às unidades de saúde, já que o diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso do tratamento – explica.

A hanseníase não é hereditária e tem cura, mas, se não for tratada, pode provocar incapacidades físicas e deformidades, responsáveis pelo preconceito e discriminação aos portadores. É uma doença infecciosa, de longa evolução. A transmissão ocorre pelo contato com pessoas doentes que não receberam o tratamento, através das vias aéreas superiores – nariz e boca.


Sintomas

Os principais são perda da sensibilidade ao calor, ao frio e à dor, dormência, formigamento, caroços, inchaços e manchas esbranquiçadas e avermelhadas pelo corpo. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas pode variar de dois a sete anos.

- A doença é uma enfermidade que passa despercebida porque se acredita que não exista mais ou se tem informação equivocadas de como é na realidade – observa Jeanine Varela.

A Hanseníase está inserida nas ações de atenção básica, sendo as unidades de saúde municipais, locais importantes para o desenvolvimento das atividades de prevenção e controle da doença. Além de estarem qualificadas para diagnosticar e tratar os casos confirmados, realizam atividades de vigilância, busca e monitoramento de seus contatos.

- A expectativa de alcançarmos o controle definitivo da Hanseníase depende de todos nós. Do poder público, gestores, profissionais de saúde e sociedade em geral envolvidos na busca ativa de portadores e seus contatos; com a garantia de acesso ao diagnóstico e tratamento adequado, priorizando ações de monitoramento, capacitação e divulgação de informações apropriadas à população. Em 2012, continua o trabalho para o controle e a eliminação da doença – finaliza Jeanine Varela.


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