06 fev13:17

Eleição em Chapecó deve ser polarizada entre PSD e PT

Upiara Boschi | upiara.boschi@diario.com.br

É uma tradição desde as eleições de 2000: a cada quatro anos, os chapecoenses vão as urnas decidir se a cidade será governada por um político petista ou por um político ligado ao antigo PFL – hoje filiados ao PSD.

De um lado, o prefeito José Claudio Caramori (PSD) articula para contar com uma coligação de 14 partidos. Com a força do deputado federal licenciado João Rodrigues (PSD), de quem herdou o mandato, e do presidente da Assembleia Legislativa, Gelson Merisio (PSD), o atual prefeito deve conseguir um feito que parece impossível nas maiores cidades catarinenses: repetir nas eleições municipais a aliança que dá sustentação ao governador Raimundo Colombo (PSD).

Enquanto isso, o PT ainda discute quem será seu candidato. Principal nome do partido na cidade, o ex-deputado federal Claudio Vignatti está fora. Ele prefere correr o Estado e pavimentar uma candidatura majoritária em 2014.

Estão no páreo o deputado federal Pedro Uczai e a deputada estadual Luciane Carminatti. Os petistas garantem que a escolha do nome será feita sem disputa interna. Por enquanto, pende para Uczai, que governou a cidade de 2002 a 2004, quando o então prefeito José Fritsch renunciou para concorrer a governador.

Para enfrentar a ampla coligação governista, os petistas confiam na força do partido na região. Chapecó foi a única entre as maiores cidades do Estado em que a presidente Dilma Rousseff (PT) venceu José Serra (PSDB) na eleição presidencial.


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