16 fev16:46

PT quer Ministério Público investigando caso Chiarello em Chapecó

Um grupo de parlamentares do PT na Assembleia Legislativa formalizou o pedido ao Procurador-Geral de Justiça, Lio Marcos Marin, para que o Ministério Público Estadual participe das investigações sobre a morte do vereador Marcelino Chiarello, de Chapecó. A deputada Luciane Carminatti fez uma explanação sobre o desdobramento das investigações desde a ocorrência crime, em 28 de novembro do ano passado, até o atual estágio, salientando as incongruências do inquérito policial. Segundo ela, desde o momento em que foi decretado “sigilo nas investigações”, tem circulado muitas informações contraditórias, inclusive de autoridades da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

- As informações contidas no laudo elaborado por peritos do Instituto Geral de Perícias de Florianópolis apresentam vários pontos de inconsistência e indicam que o vereador teria cometido suicídio, contrariando todas as evidências e afirmações iniciais dos próprios delegados – contesta Luciane.

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Os deputados Neodi Saretta e Ana Paula enfatizaram a expectativa de lideranças políticas e da população da região Oeste pelo esclarecimento da morte do vereador, que se destacava na Câmara Municipal de Chapecó por fazer denúncias de mau uso do dinheiro público.

Segundo nota do PT:

“O Procurador-Geral informou que, desde o dia da morte do vereador, promotores de Chapecó acompanham o caso. Com base nisso, Marin concordou que há vários indícios sobre a forma como o vereador foi morto e possíveis envolvidos no assassinato que merecem investigação mais aprofundada. Marin enfatizou que o MPSC tem interesse em participar das investigações e contribuir de forma efetiva na apuração dos fatos, somando esforços com a Polícia Civil e também com a Polícia Federal se o caso for federalizado, conforme reivindicam as lideranças políticas. O Procurador-Geral assumiu o compromisso de manifestar-se por escrito ao Procurador Geral da República, reforçando a disposição do MPSC em contribuir nas investigações e também reafirma a necessidade de que este caso não seja arquivado”.


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