22 fev23:48

Chuva chegou, mas não alivia falta de água no Oeste

Darci Debona e Mayara Rinaldi | darci.debona@diario.com.br e mayara.rinaldi@diario.com.br

Alívio imediato. Este é o efeito da chuva que ocorreu entre a noite de terça e a manhã de quarta-feira na região Oeste, amenizando os efeitos da estiagem nos 96 municípios que decretaram situação de emergência. O total registrado é um terço da média do mês. Algumas cidades, como Seara, registraram 40 milímetros. Em Chapecó, foram 55 milímetros e, em Iporã do Oeste, cerca de 100 milímetros. Em São Miguel do Oeste, o acúmulo de água foi de 29,5 milímetros, e em Xanxerê, 20 milímetros.Em Iporã, a precipitação permitiu normalizar o abastecimento na cidade, onde as famílias chegavam a ficar 20 horas sem água. No Rio Pirapó, que abastece a cidade, onde havia um filete de água ontem tinha um metro de profundidade.

— Encheu a calha do rio e agora temos água para pelo menos 20 dias — comemorou o chefe da agência local da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), Luiz Mickma.

Em Seara, choveu 40 milímetros e encheu o reservatório do Rio Caçador, que foi desassoreado recentemente. De acordo com o chefe da Casan em Seara, Carlos Pressoni Filho, a retirada de 4,3 milhões de metros cúbicos de terra permitiu acumular 5 milhões de metros cúbicos de água.


Chuva encheu o reservatório do Rio Caçador em Seara.


— Isso dá para uns 10 a 15 dias — calculou o gerente. Até lá, ele espera que esteja consertado o poço profundo, onde a bomba está trancada a cerca de 400 metros.

Segundo a Casan, o abastecimento está praticamente normalizado, exceto em algumas partes altas da cidade. Agora, com a chuva, a água existe, mas está muito suja, o que dificulta o tratamento na estação.A umidade é bem-vinda no campo para recuperar principalmente as pastagens. Também beneficia as lavouras de soja e o plantio da safrinha (segunda safra) do milho. As perdas permanecem nas lavouras de milho, que já estão maduras, e plantações de soja em fase adiantada.Estão consolidadas as perdas de R$ 60 milhões na agropecuária, segundo o secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues. O que a chuva da noite de terça-feira pode ajudar é evitar o aumento dos prejuízos para os agricultores.


Anúncio de medidas para o campo

Em meio ao anúncio de medidas para resolver o problema das enchentes no Vale do Itajaí, o governador Raimundo Colombo convidou o secretário João Rodrigues para anunciar medidas que podem ajudar os agricultores do Oeste. A primeira, foi um levantamento da quantidade de agricultores que não receberam nenhum tipo de ajuda e não têm seguro agrícola.

De acordo com Rodrigues, são 17 mil famílias e, para esses agricultores, o governo autorizou a compra de 35 mil sacas de semente de milho. A segunda medida será a liberação de mais R$ 3 milhões para o transporte de água. A solução para o problema na região, segundo Colombo, é a construção de cisternas para armazenar a água. Ele explicou que há uma linha de crédito no Banco do Brasil — cada unidade custa R$ 15 mil —, num programa em que Estado paga o juro para o agricultor. O governador sse que serão proibidas instalações para a criação de suínos e aves sem que a propriedade tenha cisterna.


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