28 fev21:50

Chuvas não solucionam, mas regularizam abastecimento de água no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

As chuvas tão esperadas pela população do Oeste devem ser normalizadas somente em abril, com o fim do fenômeno La Niña. É o que dizem os metereologistas.

O último município a decretar situação de emergência em Santa Catarina foi Arabutã, no dia 17 de fevereiro. Desde então o número permanece o mesmo. São 96 municípios em situação de emergência e mais de 595 mil pessoas afetadas. As perdas somam quase R$ 550 milhões em decorrência da quebra na produção de diversas lavouras.

Segundo o gerente da Epagri de Chapecó, Ivan Baldissera, a safrinha de feijão e milho, que estão em desenvolvimento, também deve ter prejuízos. De acordo com ele, as perdas na soja,que está sendo colhida na região, devem chegar a 40%. – Esperávamos que esse número fosse menor, pois a tendência era de mais chuvas nesse período – disse.

Para se ter uma ideia a previsão indicava que deveria chover no sábado e domingo em Chapecó cerca de 30 milímetros, mas só foram registrados 12 mm. – O mês de fevereiro deve fechar com 100 mm na cidade, longe da média histórica, que é de 186 mm – completou Ivan.

Ele disse que no campo, depois desses quatro meses de estiagem, muitos produtores vão plantar pastagens que servirão de alimento para o gado leiteiro.

O metereologista do Grupo RBS, Leandro Puchalski, disse que o volume de chuva ainda deve continuar baixo na primeira quinzena do mês de março, devido a influência da La Niña, que é responsável pela estiagem na região.

- O enfraquecimento do fenômeno, que será gradual, deve mudar a situação da estiagem no oeste, a partir de abril. A tendência é que neste período o volume de chuva regularize – disse.


Observador meteorológico da Epagri em Chapecó, Francisco Schervinski.


Na avaliação do observador meteorológico da Epagri em Chapecó, Francisco Schervinski, seria necessário chover 150 milímetros em 10 dias para começar a recuperar os mananciais. –Essa chuva só ajuda a pastagem, mas não resolve- disse.


Abastecimento de água foi normalizado

Pelo menos a situação já melhorou no abastecimento urbano. Segundo o superintendente regional da Casan, Écio Bordignon, nenhum município da região Oeste sofrendo mais com a falta da água. – As chuvas que caíram depois do carnaval conseguiram suprir essa falta – disse.

Na manhã desta quarta-feira deve reiniciar o trabalho para a retirada do restante da bomba que caiu em dezembro no poço profundo de Seara. Écio disse que já foram retirados alguns tubos, cabos e um pedaço da bomba. Esse poço abastecia toda a cidade e, pelo problema na bomba, o município teve que ser abastecido por caminhões pipa em alguns períodos.


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