02 mar07:25

Anac restringe operação no aeroporto de Chapecó

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Aviões com mais de 72 lugares não podem operar desde o final da manhã de ontem no aeroporto Serafim Enoss Bertaso, em Chapecó. O motivo é uma determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que constatou degradação na pista. Técnicos da agência estiveram em Chapecó no dia 6 de fevereiro.

A medida atinge em cheio as principais empresas que operam na cidade, Gol e Avianca, que tinham quatro voos diários entre chegadas e partidas, com destino a Florianópolis e São Paulo. Elas operavam com aeronaves de 144 (Gol) , 120 e 100 (Avianca) lugares. Mas outras duas empresas, como a NHT e Trip não devem ser afetadas.

A NHT opera com um avião de 18 lugares que chega às 13h48 de Francisco Beltrão e decola às 14h20 para Curitiba. A Trip sai de Porto Alegre, pousa às 8h10 em Chapecó, sai às 8h40 para Londrina, retorna às 21h30 e decola às 21h50 para Porto Alegre.

Ontem à tarde a confusão reinou no aeroporto de Chapecó. Primeiro chegou a informação de que os voos da Avianca e da Gol estavam atrasados por problemas numa aeronave no aeroporto de Florianópolis. Por volta das 15 horas a Avianca cancelou o voo e funcionários informavam que o motivo era a restrição da Anac. A Gol ainda tentava um voo vindo de Congonhas que, posteriormente, foi cancelado, segundo os funcionários por problemas climáticos. A remarcação de passagens até iniciou mas foi suspensa posteriormente.

Os passageiros foram encaminhados a hotéis e depois pegaram ônibus fretados. O construtor Civil Hectory Santana, que é de Belo Horizonte e foi a Chapecó comprar portas, teve que pegar um ônibus para Porto Alegre. O oficial de justiça Cícero Brum, de São Lourenço do Oeste, pegou o próprio carro para ir a Florianópolis, onde participaria de um evento do Tribunal de Justiça. Mas ele perdeu o início do evento, ontem à noite. O técnico em informática Dari Martins dos Santos disse que perdeu o trabalho que teria hoje em Piracicaba. Ele lamentou que o problema da pista já era conhecido no final da manhã e somente às 15 horas isso foi repassado aos passageiros. Enquanto isso eram dada informações desencontradas.

O secretário de Infra-estrutura do Estado, Valdir Cobalchini, esteve ontem em Brasília com o diretor da Anac, Marcelo Guaranys, para tentar uma solução. Ficou acertada a ida de técnicos da Anac para Chapecó na próxima semana, para dar início aos trabalhos de reforma da pista. No final da tarde de ontem o prefeito de Chapecó, José Cláudio Caramori, disse que aguarda da Anac a aprovação do Plano Operacional de Obras e Serviços, que permite refazer a pista sem fechar completamente o aeroporto. O plano só foi encaminhado na semana passada. A obra de R$ 11,6 milhões e que já estava prevista, será executada pela empresa Planaterra. Caramori disse que assim que for aprovado o plano devem iniciar os trabalhos. Ele prevê que o aeroporto ficará fechado de 30 a 45 dias, a partir da ordem de serviço.

Os recursos, R$ 9 milhões do Governo do Estado e R$ 2,6 milhões do município, já estão aprovados. Ele espera que as empresas busquem aeronaves menores para atender a demanda, que é de 23 mil passageiros por mês. A representante da Avianca na região, Luciana Lang, disse que até ontem à noite não tinha sido definido se haverá locação de aeronaves menores e como os passageiros que tinham adquirido passagens serão ressarcidos.

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