22 mar09:50

Aeroporto ficará fechado por 75 dias em Chapecó

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A partir do dia 21 de abril o aeroporto municipal Serafim Enoss Bertaso será fechado por um período de 75 dias, para a reforma da pista. A informação foi repassada ontem pelo procurador geral do município, Thiago Etges, em entrevista coletiva.

Inicialmente o município tinha planejado fazer a obra em três etapas, mantendo o funcionamento parcial e interditando totalmente apenas num período de 15 a 30 dias. No entanto foi avaliado com a empresa vencedora da licitação, a Planaterra, que haveria muito transtorno na montagem e desmontagem dos equipamentos. –Levaria duas horas só para montar os equipamentos- afirmou o engenheiro da Prosul, empresa que realizou o projeto, Gulherme Manenti Peruchi.

Ele destacou que até uma usina de asfalto será montada no aeroporto, para agilizar as obras.

O Plano Operacional de Obra se Serviços foi aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mas ainda deve passar por algumas adequações, segundo Etges. Desde o dia primeiro de março o aeroporto foi interditado parcialmente, pois a Anac restringiu o uso da pista para aeronaves até 72 lugares, por motivo de deterioração da pista. Antes havia a operação de aeronaves com até 144 lugares.

Etges afirmou que o período de 30 dias para a interdição foi definido para permitir às companhias aéreas adequarem suas operações. Há possibilidade de deslocar os voos para o aeroporto de Passo Fundo, que fica a 200 quilômetros de Chapecó. A Avianca já tinha transferido suas operações para o aeroporto gaúcho. A Gol começou a operar com aviões menores, a Trip manteve os voos já existentes e colocou voos charter e a NHT continuou a operar normalmente. Outra opção seria utilizar outros aeroportos da região, como o de Concórdia, mas para isso seria necessária estrutura de segurança.

De acordo com o administrador do aeroporto, Eglon Buraseska, as empresas vão vender passagens somente com sete dias de antecedência. Ele citou que após a conclusão, a nova pista poderá comportar aeronaves com até 200 passageiros e aviões cargeiros. A Gol sinalizou a operação com o Boeing 737 800 e a Avianca deve operar com o Airbus A 320. O secretário de Defesa do Cidadão, Sérgio Wallner, disse que a nova pista poderia receber até cargueiros. No entanto para ampliar as operações do aeroporto, seria necessário outras melhorias, como mais um caminhão de bombeiros e mais profissionais.

A proposta inicial é retomar a operação nos mesmos moldes de antes da interdição, quando eram realizados oito voos diários e uma movimentação mensal de 23 mil embarques e desembarques.

A reforma da pista vai custar R$ 10,6 milhões, sendo R$ 9 milhões do Governo do Estado e R$ 1,6 milhão da Prefeitura.

Negócios prejudicados e transtornos

O fechamento do aeroporto vai trazer transtornos para os usuários e vai prejudicar negócios e feiras. Já com a interdição parcial muitas pessoas tiveram que enfrentar até 11 horas de ônibus até Florianópolis por falta de vagas. As passagens chegaram a R$ 1,2 mil de Chapecó para a capital catarinesne.

A Chapecoense já teve que fazer viagens de ônibus por falta de avião. O presidente da Aurora Alimentos, Mario Lanznaster, disse que a interdição vai criar problemas para o setor produtivo, já que a região recebe inúmeras missões internacionais. No entanto ele considera que deve haver uma compreensão da sociedade pois essa é uma medida que vai resolver de ver o problema da pista.


COMO VAI FUNCIONAR A REFORMA

A pista do aeroporto de Chapecó tem 2.563 metros de comprimento.

Trecho de 0 a 1,500 metros: Neste local existe hoje uma camada de 11 centímetros de capa asfáltica, mais 32 centímetros de pedra e brita. Será realizada uma fresagem na pista para a retirada de uma camada de quatro centímetros onde o asfalto está trincado. Depois será aplicada uma nova camada de asfalto, variando de 7,5 centímetros a 15 centímetros.

Trecho de 1.500 metros a 2063 metros: Tem atualmente 10,5 centímetros de capa asfáltica, mais 20 centímetros de brita e 35 centímetros de solo compactado. Esse trecho está interditado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Serão removidos o asfalto e o subleito e mais uma camada de terra, totalizando 1,5 metro.

Depois serão colocados 35 centímetros de pedra, 20 centímetros de brita, 7,5 centímetros de asfalto mais simples denominado binder e outra camada de 5 centímetros de asfalto mais resistente.

Trecho de 2.063 a 2.563: Trecho não homologado e que não será necessário ser mexido.


DADOS DA OBRA

Veículos: 25 caminhões, duas fresadeiras, dois vibroacabadores, oito rolos compactadores, uma retroescavadeira, uma valetadeira, quatro escavadeiras, uma carregadeira, uma máquina de pintura, duas motoniveladoras, três tratores agrícolas, três tratores de esteira.

Trabalhadores: 70

Turno de trabalho: 20 horas por dia

Período de execução: de 21 de abril a 5 de julho

Drenagem: 12 mil metros

Retirada de terra: 10 mil metros cúbicos, para as quais serão necessárias mil viagens de caminhão.

Retirada de resíduos de asfalto: 7,6 mil toneladas

Volume de pedra utilizado na obra: 22 mil toneladas

Volume de massa asfáltica: 26 mil toneladas

Será instalada uma usina móvel no aeroporto



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Um Comentário »

  • Montezel disse:

    Isso se chama pouca vergonha!! Já faz quase um ano que eles estão trabalhando nesse aeroporto… TEM QUE TER MUITO DINHEIRO PARA SUSTENTAR TODA ESSA PANHAÇADA!!!

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