04 abr12:25

Falta de água em Abelardo Luz

Abelardo Luz deve decretar situação de emergência por mais 90 dias em razão da estiagem prolongada que castiga toda a região. A falta de chuva aumenta a cada dia as perdas na agricultura e já provoca escassez de água, agora não apenas para os animais, mas também para o consumo humano em várias comunidades do interior do município. Até o final da tarde desta terça-feira, 120 municípios haviam encaminhado decreto de Situação de Emergência para a Defesa Civil do Estado.

Até agora são atendidas diretamente mais de 200 famílias, sendo que pelo menos 30 delas já estão sem água potável e já dependem exclusivamente do abastecimento pela prefeitura que é realizado a cada dois ou três dias. Nas propriedades das famílias mais prejudicadas estão sendo instaladas caixas de cinco mil litros fornecidas pela Defesa Civil Estadual e Federal para armazenamento de água tanto para consumo humano ou animal.

Além da distribuição de água, a prefeitura também possui várias máquinas trabalhando diariamente na abertura de bebedouros e auxiliando na produção de silagem para alimentar especialmente o gado leiteiro, atividade responsável pelo sustento da maioria dos pequenos agricultores. – A situação está cada vez mais preocupante. O número de pedidos emergenciais aumenta todo dia, mas estamos trabalhando para atender todos os agricultores – disse o diretor de Agricultura, Edivar Turossi.

A distribuição de caixas de água atende principalmente famílias que vivem nas comunidades mais prejudicadas que são: Canhadão, Alegre do Marco, Alto da Serra, José Maria e Capão Grande.

- Estamos pegando água em um poço artesiano da cidade e levando todos os dias até as famílias – destaca Turossi.

Prejuízos

Abelardo Luz possui em torno de 2,5 mil famílias na agricultura familiar, sendo a maioria pequenos produtores que sobrevivem exclusivamente das práticas agrícolas hoje afetadas pela estiagem. Além da produção de leite, a seca danificou áreas de pastagem e plantações de milho, soja, feijão e fumo, que já acumulam grande quebra em produtividade. Os prejuízos já passam de R$ 30 milhões.


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