09 abr09:33

Ex-jogadores da ACF complicam o Verdão

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Depois de dois anos sem perder em casa pelo Campeonato Catarinense a Chapecoense foi derrotada ontem por 3 a 2, para o Atlético Hermann Aichinger, e perdeu a chance de classificar antecipadamente para as semifinais. Agora terá pelo menos empatar com o Criciúma, na última rodada, em casa. O Atlético entrou na briga pela classificação no Catarinense, embora com poucas chances, e também pode conseguir a vaga para a Série D do Campeonato Brasileiro.

Desde março de 2010, quando levou 3 a 1 do Avaí, a Chapecoense não era derrotada em casa. Para derrotar a Chapecoense nos seus domínios o Atlético utilizou cinco ex-jogadores da Chapecoense: Sagaz, Silvio Bido, Fabrício, Adriano e Santos. Até o técnico, Giovani Nunes, já atuou no Oeste no início dos anos 2000.

Eles sabiam como se deve atuar no Índio Condá. –Nós conhecemos as dimensões do campo e que aqui é pressão os 90 minutos- disse o ala Santos, que foi campeão pela Chapecoense em 2007. Ele fez a base no time do Oeste, onde atuou até 2009.

-Sempre gostei de jogar aqui- disse. Gosta tanto que, aos dois minutos, abriu o marcador para o Atlético, surpreendendo os cerca de quatro mil torcedores que esperavam assistir a classificação antecipada da Chapecoense. O time visitante se sentia em casa. Afinal meio time já tinha atuado ao som daquela torcida. E aos 19 minutos, Mateus driblou Fabiano e fez 2 a 0.

O gol de João Paulo, dois minutos depois, reacendeu a esperança de quem realmente era o time da casa. E o empate veio aos 30 minutos, com Eliomar, cobrando pênalti. O Índio Condá ferveu. Parecia que o gol da vitória era questão de tempo.

Mas quem voltou melhor para a segunda etapa novamente foi a equipe do Vale. E o ala Sagaz, que deixou o clube no início do ano, acabou fazendo uma bela jogada pela direita e deu um forte chute que desviou em Matozinho e acabou enganando Rodolpho.

A torcida não perdoou Sagaz e o xingou como se fosse um Judas quando foi substituído. –Agora estou focado no Ibirama e tenho que pensar na minha carreira- declarou, ao final do jogo. –Estamos na briga pelo quadrangular final e pela Série D do Brasileiro- comemorou o técnico Giovani Nunes.

Na Chapecoense, o clima foi de lamentação. –Tivemos muitas oportunidades que não fizemos e o futebol castiga- disse o goleiro Leonardo, que recebeu o apelido de Jesus pela barba e a cabeleira. No domingo de Páscoa, nem ele salvou o time da casa.


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