16 abr08:56

Vacina contra a gripe deve ser feita no outono

Como o vírus da gripe sofre mutações com grande facilidade, a vacina contra a doença deve ser feita todos os anos, preferencialmente durante o outono, até o mês de junho, para que os níveis de anticorpos estejam adequados quando chegar o inverno.

A recomendação é do médico infectologista Celso Granato. Ele esclarece que qualquer pessoa que queira, com idade acima de seis meses, pode ser vacinada, mas algumas apresentam alto risco de complicações da doença e, por isso, são priorizados. É o caso de crianças entre seis meses e cinco anos, gestantes, pessoas com mais de 60 anos, portadores de doenças crônicas e profissionais da saúde. Na rede privada, a vacina já está disponível. Pelo Sistema Único de Saúde, a campanha de vacinação contra a gripe será feita entre os dias 5 e 25 de maio.

Uma enquete realizada pelo centro de medicina diagnóstica Fleury, com quase 4 mil pessoas, indica que cerca de 30% delas não tomaram a vacina contra gripe com medo de efeitos colaterais ou porque não acreditavam na efetividade da imunização.

- Mesmo tomando a vacina, você pode ter infecções respiratórias. Nessas situações, tratam-se de outros vírus respiratórios não contemplados nessa vacina, mas que habitualmente provocam quadros clínicos mais brandos e com menor chance de complicações, como os resfriados comuns – esclarece o médico.

Granato explica que a vacina contra a gripe é elaborada a partir de uma mistura de partículas inativas dos tipos dos vírus mais prevalentes no ano anterior.

A gripe é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza. Diferentemente de outras viroses como o resfriado comum, por exemplo, produz sintomas mais intensos, como febre, mal-estar, coriza, obstrução nasal, dores musculares, dor de garganta e tosse seca. Como evolução da gripe, podem ocorrer manifestações mais graves, entre elas a pneumonia, principalmente em idosos, crianças menores de dois anos, gestantes e pessoas com alguma doença de base, com destaque para o diabetes, as doenças pulmonares e cardíacas crônicas, a obesidade mórbida e as imunodeficiências.


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