18 abr09:55

Estudantes de Chapecó criticam decisão de greve dos professores em SC

Darci Debona e Marcelo Becker | darci.debona@diario.com.br | marcelo.becker@diario.com.br

Enquanto os professores realizavam, em Florianópolis, na terça-feira, a assembleia para decidir sobre greve, escolas de Chapecó tiveram aulas suspensas e até foram fechadas completamente. As escolas Marechal Bormann e Bom Pastor, por exemplo, não tiveram aulas.

—Os professores decidiram paralisar, mas a maioria não deve aderir à greve — afirmou o diretor René Ternus.

Na escola Marechal Bormann 996 alunos ficaram sem aula. Na escola Zélia Scharff, que tem 1,8 mil alunos, o diretor Jubilei Dalcin disse que apenas uma turma teve aula na quarta-feira.

Na escola Bom Pastor, apenas seis professores não compareceram, segundo a direção. Os alunos tiveram que ficar no pátio da escola. A sétima série não teve aulas de Artes e Matemática.

— A gente fica conversando com os colegas — disse Luis Henrique Balbinot Paludo, de 13 anos.

Ele afirmou que os professsores tem direito de reivindicar melhor salário, mas que a greve atrapalha o ensino.

— No ano passado quando voltaram da greve os professores explicavam pela metade — argumentou.

— A gente se ferra no final — completou Keythleen Ambrósio, 13 anos, que aproveitava o tempo ocioso para ouvir música.

Lara Debona, 12 anos, manifestou que não pretende enfrentar outra greve.

— É muito ruim, vou para um colégio particular.

Letícia Dalla Vecchia lembrou que sua irmã estava terminando o Ensino Médio e perdeu conteúdo que caiu no vestibular.


Em Lages, a greve será construída aos poucos

Em Lages, na Serra Catarinense, os três mil professores da rede estadual foram representados na assembleia da categoria, em Florianópolis, por colegas que lotaram dois ônibus.

Apenas uma escola, a Belizário Ramos, localizada no Bairro São Cristóvão, ficou fechada durante toda a terça-feira. O conselheiro estadual do Sinte e ex-coordenador do sindicato em Lages, Enio Ribeiro, diz que na cidade a greve precisará ser construída aos poucos, de escola em escola.

— O objetivo é atingir pelo menos os 92% de adesão registrados na greve do ano passado.


DIÁRIO CATARINENSE

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Um Comentário »

  • tais disse:

    Bom,eu estudo no colegio Pedro Maciel é nesta terça-feira ñ houve aula,mas ñ fomos avisados e acabamos viltando para casa.Diz a diretora que os professores não avisaram a direção.Bom foi uma cituação bem complicada msmo:(

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