20 abr19:38

Aeroporto de Chapecó fica fechado por 75 dias

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A partir das 24 horas deste sábado até o dia 5 de julho o aeroporto Serafim Enoss Bertaso, de Chapecó, estará fechado para reforma da pista. A obra traz grande impacto para a região Oeste pois mensalmente 23 mil embarques e desembarques eram registrados no terminal. O último voo comercial será às 15h30 deste sábado, da Passaredo, que está a serviço da Gol, com destino a Florianópolis.

A reforma da pista é uma exigência da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), que desde o dia primeiro de abril restringiu as operações a aviões com passageiros até 72 lugares. Desde então a Gol vinha operando com aeronaves da Passaredo.

Com o fechamento a Gol e a Azul suspenderam os voos. Os passageiros da Avianca continuam sendo levados para o aeroporto de Passo Fundo-RS, que fica a 180 quilômetros de Chapecó. Só que a passagem até São Paulo, ontem estava variando de R$ 495 a R$ 995 para a próxima semana.

A NHT vai operar em Concórdia, que fica a 90 quilômetros de Chapecó. Os preços da passagem para Curitiba é de R$ R$ 548. A Trip levou o voo de Chapecó para Foz, que fica a 400 quilômetros de Chapecó. Alguns passageiros podem voltar a utilizar transporte terrestre para Florianópolis ou então ir até Porto Alegre ou Curitiba, para conseguir voos para o centro do país.

Empresas como a Gollog estão levando cargas com van até Florianópolis, para depois fazer o embarque aéreo. Em alguns trajetos o material chega com atraso de até um dia.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Chapecó, Gilberto Badalotti, prevê redução no movimento de transporte de táxi, restaurantes, bares e hotéis. – São pelo menos 500 pessoas por dia a menos circulando em Chapecó – disse.

A presidente do Chapecó e Região Convention e Visitors Bureau, Miriam Felippi, estima em 30% a redução no movimento em hotéis, bares e restaurantes.

– Quem recebe empresários sempre leva para almoçar ou jantar em algum lugar – argumentou. Ela argumentou que muitas feiras e eventos tiveram datas alteradas em virtude do fechamento do aeroporto. A Mercoláctea, feira do setor leiteiro, foi transferida de maio para novembro.

Para o presidente em exercício da Associação Comercial e Industrial de Chapecó, Flávio Pasquali, o fechamento do aeroporto vai trazer prejuízos econômicos. –Com certeza haverá redução de negócios e contratos- disse. Ele espera que a obra do aeroporto seja concluída dentro do prazo.

O engenheiro civil da empresa Planaterra, que é responsável pela obra, Jairo Lammel, disse que o prazo deve ser suficiente a menos que ocorra muita chuva e frio. Já no domingo as máquinas entram na pista. Num trecho de 1,5 quilômetro haverá uma fresagem de quatro centímetros na pista, com recomposição de 11 centímetros. Em outros 500 metros será feita a reconstrução total da pista, com retirada de 70 centímetros e recomposição com base de pedra, mais 11,5 centímetros de asfalto. Serão colocados 70 mil toneladas de base e massa asfáltica.

O prefeito José Cláudio Caramori informou que a reforma da pista vai custar R$ 11,6 milhões, sendo R$ 9 milhões do Governo do Estado e o restante da Prefeitura. Após a reforma a pista poderá comportar aeronaves com até 200 passageiros.


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