23 abr21:38

20% dos professores em greve no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) estima em pelo menos 20% a adesão dos professores na greve, na região Oeste. Já a Gerência Regional de Educação afirmou que apenas 7,7% dos professores não estavam em sala de aula na tarde desta segunda-feira, nas 40 escolas dos nove municípios abrangidos.

A orientação da gerência é que os pais mandem os alunos para as salas de aula.

Nesta segunda foram realizadas as assembleias em 30 regionais para definir os representantes do comando de greve. Em Chapecó a assembleia foi realizada no Sindicato dos Bancários. De acordo com o Sinte 250 professores participaram do ato.

Para esta terça-feira está prevista uma manifestação a partir das 8h30, na Praça Coronel Bertaso.

Em Chapecó uma das escolas com maior adesão foi a Zélia Scharff. Lá paralisaram 24 dos 83 professores, segundo o diretor Jubilei Dalcin. A escola tem 1,8 mil alunos. Os que tiveram autorização dos pais foram para casa. Foi o caso de Ariel Nolasco, da oitava série. Ele teve apenas uma aula de Ciências, dos cinco períodos previstos. Os professores das duas aulas de Matemática e das duas aulas de Inglês não apareceram.

- É ruim assim porque no final tem que vir de novo – argumentou Nolasco, sobre ter algumas aulas e outras não.

Em outras escolas grandes de Chapecó, como Bom Pastor e Marechal Bormann, a adesão foi de apenas dois professores em casa, segundo os diretores.

A presidente do Sinte, Alvete Bedin, que está em Chapecó, acredita que a adesão da categoria vai passar de 50%.

- O magistério sabe que o plano é achatado – argumentou.

Ela afirmou que foi para o Oeste pois é sua base e cada um dos dirigentes foi para uma regional, para auxiliar na mobilização.

Uma das reivindicações da categoria é o reajuste do piso em 22,22% de forma igual. De acordo com o Sinte, o governo deu esse reajuste somente para parte dos professores, principalmente em início de carreira. Alvete afirma que isso é um desestímulo para a carreira do professor.

Ela afirmou que o Sinte está aberto a negociação com o Governo do Estado e acredita que a sociedade vai ficar ao lado da categoria. Ela não teme desgaste com duas greves seguidas pois entende que a paralisação deste ano é continuidade da mobilização do ano passado.

Na quarta-feira acontece a reunião do Comando de Greve, às 9 horas, na sede do Sinte, em Florianópolis.



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