03 mai09:22

Fenômeno responsável pela estiagem em Santa Catarina, La Niña chega ao fim

Agora, é definitivo. O boletim divulgado na segunda-feira, dia 30, pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), a repartição do governo dos EUA para estudos meteorológicos e climáticos, jogou a pá de cal sobre a mais recente ocorrência do La Niña. O fenômeno provoca o resfriamento das águas do Pacífico Central e responde por uma série de distúrbios no clima de todo o planeta — incluindo a estiagem que atinge Santa Catarina.

— Apesar de o fenômeno ter terminado, a chuva deve chegar gradativamente a Santa Catarina nos próximos meses — explica o meteorologista do Grupo RBS Leandro Puchalski.

O La Niña (faixa em azul) em ação no Pacífico Central numa imagem de satélite do fim do ano passado: fenômeno provoca estiagem em SC.

Embora a temperatura das águas oceânicas esteja dentro da normalidade, a atmosfera não reage instantaneamente e ainda pode apresentar um “comportamento de La Niña” durante as próximas semanas. Isso porque, explica Puchalski, ainda há ventos fortes na região equatorial do Oceano Pacífico.

Segundo o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometereologia de Santa Catarina (Ciram/Epagri), desde novembro de 2011 a mal distribuição das chuvas pelo Estado gerou o cenário de estiagem, que provocou mais de R$ 777 milhões de prejuízos à agricultura. A região mais atingida é o Oeste do Estado, mas ao longo dos meses o fenômeno chegou ao Litoral Sul catarinense e Alto Vale do Itajaí. Já são 135 munícipios em situação de emergência no estado.

O Ciram calcula que entre março e os primeiros dias de abril choveu entre 25% a 80% abaixo da média prevista para estes meses. A previsão, de acordo com o Centro, é de que até junho as chuvas não alcancem a média nas regiões Oeste e Meio Oeste.

Mesmo que o La Niña tenha terminado, a cada boletim do NOAA, parece crescer a possibilidade do ressurgimento, já no segundo semestre deste ano, de outro vilão climático: o El Niño.

Primo-irmão do La Niña, esse evento provoca um efeito inverso no Pacífico Equatorial, aquecendo suas águas. O resultado também é um grave dessarranjo no clima planetário. Em algumas regiões do Brasil pode chover acima do normal, causando enchentes.

Por enquanto, das quatro regiões monitoradas no Oceano Pacífico (chamadas de Niño 1+2, Niño 3, Niño 3+4 e Niño4 ), apenas uma, a Niño 1+2, que fica na costa da América do Sul, tem apresentado aquecimento de 1,6°C acima do padrão normal. Segundo Estael, para que se configure um El Niño, é necessário que as quatro áreas estejam com temperatura pelo menos 0,5°C acima do normal, além da atmosfera apresentar comportamento correspondente a esse aquecimento. O processo pode iniciar entre o fim do inverno e começo da primavera de 2012.


DIÁRIO CATARINENSE



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Um Comentário »

  • gabriel disse:

    Graças as deus q já era essa merda chamada La Niña. Ufa q alívio!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Agora só podemos esperar pela chegada do El Niño. Juro pela minha vida q eu estava pressentido a chegada do el niño desde final do ano passado. Chega de sofrer no inverno.

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