14 mai09:36

Festa Catarinense do Chimarrão reúne 15 mil

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Cerca de 15 mil pessoas passaram pela 21ª Festa Catarinense do Chimarrão, que durou três dias e encerrou ontem no Parque Constâncio Anselmo De Marco, em Ponte Serrada. A Festa começou em 1986 mas a tradição do chimarrão vem da colonização do município, que iniciou em 1917, com a chegada das famílias vindas do Rio Grande do Sul.

Em Ponte Serrada eles encontraram erva-mate nativa que foi uma das primeiras atividades econômicas do município. De acordo com o empresário do ramo e que também é vice-prefeito, Alceu Wrubel, mensalmente são industrializadas toneladas de erva-mate pelas quatro indústrias do município. A atividade gera 150 empregos e movimenta cerca de R$ 1 milhão por mês.

O agricultor Zeferino Domingos da Costa, de 68 anos, é um consumidor de chimarrão e produtor de erva-mate. Ele tem cinco mil pés da planta que comercializa para as empresas da região. E há 60 anos consome diariamente a bebida, duas a três vezes por dia. –Faz bem, é digestivo, como se fosse um chá- explica. Quando acorda, às 6 horas da manhã, a primeira coisa é pegar a cuia, bomba e erva para preparar o “mate amargo”.

Uma das coisas que mais gosta de fazer é contar histórias enquanto toma a bebida ao lado de amigos. Durante a Festa do Chimarrão há cuias disponíveis gratuitamente para o público apreciar a bebida. Uma das responsáveis por deixar as cuias sempre com erva nova é Rosane de Fátima Rotelus. Ela é servidora pública e todos os anos é convocada para preparar as cuias.

– É porque gosto e fica bom- diz, sem falsa modéstia. Ela faz cerca de 10 chimarrões por hora. E afirma que um dos segredos é a temperatura da água no preparo, que deve ser morna, para não queimar a erva-mate. Outro segredo é testar se ficou bom.

– A primeira servida é sempre minha – informou.

A Feira trouxe 46 marcas diferentes de erva-mate e também uma novidade. A empresa Matebras, de Catanduvas, mostrou o Mate Brasil, extrato que pode ser misturado com água gelada, água quente ou leite. –Dá para fazer refresco, chá ou drinque- explicou a farmacêutica Jozeane Caldartt. A costureira Zelina Dem, que já era fã do chimarrão, gostou da novidade. –Muito bom- avaliou. A expectativa do prefeito Antoninho Rossi é de que a feira tenha movimentado R$ 2 milhões em negócios.


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