16 mai09:27

Exportação para a Argentina cai

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As exportações do Brasil para a Argentina pela aduana de Dionísio Cerqueira caíram 60 a 70% no primeiro quadrimestre de 2012, segundo o inspetor chefe da Receita Federal local, Arnaldo Borteze.

Ele afirmou que o movimento de caminhões com destino ao exterior baixou de 2.126 para 1.765. Esse número só não foi maior devido ao aumento da venda de carne bovina para o Chile. – No ano passado cerca de 60% das cargas eram para Argentina, hoje 80% vai para o Chile – disse Borteze.

O motivo da queda foram as novas exigências de licenças adotadas pelo país vizinho desde o início do ano. A liberação das cargas, que antes era automática ao passar pela aduana, agora depende de uma aprovação vinda da Secretaria de Comércio Exterior, em Buenos Aires. Essa licença demora de uma semana a 10 dias.

Borteze disse que cargas perecíveis, como banana e tomate, chegaram a estragar. Por isso as empresas exportadoras não estão nem mandando as cargas para a aduana. No ano passado, eram 10 a 15 cargas de banana passavam por Dionísio Cerqueira e entravam na Argentina. Agora, passa no máximo uma carga por dia.

Diariamente são exportadas 30 cargas mas quase todas para o Chile. Borteze disse que o movimento da aduana só não diminuiu no primeiro quadrimestre porque as cargas de carne bovina são bem mais valiosas. Enquanto uma carga de banana custa US$ 3 mil a US$ 4 mil, uma carga com 22 a 25 tonelada de carne custa US$ 100 mil.

A Aduana como um todo movimentou US$ 256 milhões no primeiro quadrimestre. Disto, US$ 138 milhões foram de exportações. O movimento total de caminhões, entre importação e exportação, foi 5.513 no primeiro quadrimestre, contra 7.463 do mesmo período do ano passado. Além dos problemas com a Argentina a reforma na aduana também está atrapalhando o movimento.

Mesmo com os problemas com a Argentina as filas são de apenas 30 caminhões no lado brasileiro, pois as empresas nem mandam mais cargas de produtos perecíveis para a aduana. No lado argentino a fila é maior, entre 100 e 150 caminhões, em virtude da safra de cebola argentina.


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