23 mai07:59

Aeroporto de Chapecó está com 65% da obra concluída

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A recuperação na pista do aeroporto Serafim Enoss Bertaso, em Chapecó, está 65% concluída. O cálculo é do engenheiro responsável pela obra, Jairo Lammel, que é funcionário da Planaterra, empresa vencedora da licitação.

As máquinas foram para a pista há cerca de um mês, após a suspensão dos voos, ocorrida no dia 21 de abril. Mas desde primeiro de março o aeroporto já operava com restrições a aeronaves com menos de 62 lugares, devido a rachaduras na pista.

Em cerca de 500 metros da pista foi necessário retirar todo o asfalto e também a base de terra, pois havia material orgânico que acabou contribuindo para o defeito na pista. De acordo com o engenheiro, foi retirado o material até 80 centímetros de profundidade. Depois houve a recomposição com terra, pedra e asfalto. Ele afirmou que a base, terraplanagem e fresagem estão concluídas.

Falta 15% da drenagem e metade da pavimentação, que tem uma média de 15 centímetros de altura. Serão aplicadas 30 toneladas de massa asfáltica, nos dois quilômetros de pista com largura de 40 metros.

Ontem mesmo já começaram os testes do atrito da parte da pista que já está concluída. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) fará o teste do pavimento, que é medido pela unidade PCN. Antes da interdição o PCN do aeroporto era 34, o que permite o pouso de aeronaves com 144 lugares. Com a obra o PCN deve ser elevado para 54, permitindo aeronaves com até 200 passageiros.

Cerca de 10 dias antes de vencer o prazo, quando deve estar na fase de pintura e balizamento da pista, a Planaterra pretende encaminhar os relatórios para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para liberação da pista.

O prefeito José Cláudio Caramori afirmou que a obra está dentro do prazo previsto, que é de 75 dias para conclusão. A temperatura amena e a pouca chuva tem contribuído com os trabalhos. Antes do fechamento o aeroporto de Chapecó tinha oito voos diários e movimentava 23 mil pessoas por mês. Alguns voos foram suspensos e outros remanejados para Passo Fundo e Concórdia. Entidades empresariais informam que a paralisação prejudica negócios e o faturamento de hotéis e restaurantes.



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