25 mai10:00

Chuva é bem-vinda mas não muda quadro

A chuva que quase não tinha dado as caras em maio foi muito bem vinda em Santa Catarina, entre a noite de quarta-feira e a manhã de quinta-feira. De acordo com o meteorologista Leandro Puchalski a instabilidade se concentrou ontem no Oeste, Serra e Sul. Em alguns municípios, como Novo Horizonte, foram registrados 43 milímetros, o que representa cerca de 1/3 da média mensal.

Em Chapecó foram registrados 23 milímetros, segundo o observador meteorológico Francisco Schervinski. O acumulado do mês é 28 milímetros, para uma média mensal de 170 milímetros. E a previsão é de que o mês de maio fique também abaixo da média, pois choveu apenas 16% do normal e há previsão de apenas uma chuva fraca até o final de semana. Desde novembro apenas abril ficou acima da média mensal.

O engenheiro agrônomo da Epagri de Chapecó, Ivan Baldissera, disse que a chuva ajuda apenas para a recomposição das pastagens mas não altera o quando de fontes e rios, que continuam baixos.

As perdas nas lavouras, que somam R$ 711 milhões, já estão consolidadas. Mas a umidade de ontem vai ajudar no início da recuperação da produção de leite. –Essa chuva ajuda na produção de leite mais falta muito ainda para recuperar a umidade do solo- avaliou o gerente comercial da Cooperativa Regional Alfa, Lourenço Lovatel.

Em compensação ela evita agravar a situação. O superintendente regional da Casan no Oeste, Écio Bordignon, disse que desde a chuva forte do final de abril o abastecimento nas cidades está normal.

Havia alguns problemas pontuais de abastecimento em algumas cidades, mas são casos isolados.

Mesmo assim o número de municípios em emergência não pára de crescer. Ontem Turvo e Timbé do Sul entraram na lista da Defesa Civil. O número de catarinenses em situação de emergência é de 748 mil pessoas, em 145 cidades.

Nesta semana agricultores fizeram protestos em Chapecó solicitando mais apoio dos governos federal e estadual, no combate aos efeitos da estiagem. Algumas medidas já foram anunciadas mas os produtores consideram que foram insuficientes, pelo volume de prejuízo.


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