28 mai08:59

Pediatras e obstetras reforçam campanha para vacinação de gestantes e crianças contra a gripe

Quem está no grupo prioritário e ainda não fez a vacina contra a gripe recebeu mais uma chance do Ministério da Saúde, que prorrogou em uma semana o prazo da campanha nacional de vacinação. Até esta sexta-feira, idosos, gestantes e crianças com idade entre seis meses e dois anos podem fazer a vacina em postos de saúde de todo o país.

Presidente do Comitê de Infectologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, o infectologista pediátrico Fabrizio Motta reforça a importância da vacinação infantil contra a gripe. Segundo ele, a criança com gripe tem maiores chances de desenvolver complicações respiratórias, como pneumonia bacteriana e bronquite. Em alguns casos, a gripe pode causar uma enfermidade grave resultando em internação hospitalar ou morte. Diminuindo os casos de gripe, consequentemente, diminuem os casos de pneumonia e também essas complicações.

— Existe uma ficção de que a vacina contra a gripe deixa a pessoa gripada logo depois, mas isso não é verdade, até porque a vacina é fabricada com o vírus morto. Se a criança ficar gripada após a vacinação, é porque ela já estava com a doença em fase de incubação antes de receber a dose — explica o pediatra.


Tire suas dúvidas sobre a vacina contra a gripe

Obstetras e ginecologista também se engajam na campanha pela vacinação de gestantes, que temem que a dose possa prejudicar a gestação. Para desfazer esse mito, o presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Sul, Flávio Vieira, relembra a epidemia de gripe A em 2009, quando as grávidas formavam o grupo com maior vulnerabilidade.

— Em geral, as mulheres grávidas têm medo de qualquer tipo de vacina, uma vez que algumas de fato não são recomendadas nesse período. No caso da gripe, no entanto, a vacina é altamente desejada para as gestantes em qualquer estágio da gravidez — destaca o médico.

Um estudo publicado semana passada no American Journal of Public Health atestou que a vacinação de mulheres grávidas contra a gripe também ajuda a proteger a saúde dos bebês antes e após o parto. Baseado em dados estatísticos da província canadense de Ontario, o estudo comparou grupos de mulheres grávidas que receberam ou não a vacina contra a gripe H1N1 durante a pandemia de 2009 e 2010, que matou mais de 14 mil pessoas no mundo.

No início do mês, outro grupo de pesquisadores canadenses descobriu que a vacina contra o H1N1 gerou uma série de anticorpos que protegem contra muitos tipos de gripe, incluindo a altamente letal cepa H5N1 da gripe aviária.


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