29 mai10:02

Familiares de Chiarello não acreditam em suicídio

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A morte do vereador Marcelino Chiarello (PT) completou ontem seis meses e segue sem ter sido esclarecida. Há alguns elementos apontando para homicídio e outros para suicídio. Mas os familiares de Chiarello não acreditam na tese do suicídio. –Ele foi morto pelas denúncias que fazia- disse a sogra, Deolinda Damo Guarnieri. Ela afirmou que sua filha, Dione Guarnieri, que era casada há 18 anos com Marcelino, também tem certeza que o marido foi morto.

- Podem vir com quantos laudos quiserem, ele não tinha motivos para se matar – completou Deolinda.

O laudo cadavérico inicial apontou como causa da morte asfixia mecânica e traumatismo crânio-encefálico. Já laudos complementares, feitos por peritos de Florianópolis, apontam para o suicídio. A Polícia Civil concluiu o inquérito apontando que a morte foi causada por asfixia mecânica, mas não concluiu se ela foi causada pelo próprio Marcelino ou por outras pessoas. O vereador foi encontrado morto por familiares no final da manhã do dia 28 de novembro, enforcado, no quarto de visita.

Deolinda Guarnieri disse que seu genro era muito alegre e nunca tomou antidepressivos. Ele tinha uma dívida de R$ 30 mil mas a renda familiar chegava a R$ 10 mil. Ela lembra que seu genro era uma pessoa que sempre procurava ajudar os outros. E que muita pessoas o procuravam para fazer denúncias pois sabiam que ele levava isso adiante. A família queria que Marcelino não comprasse tantas “brigas” pois temiam por sua integridade.

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Deolinda, a filha e o Neto estão passando tomando antidepressivos e tem acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Nos dois primeiros meses, não conseguiam nem dormir. –Passou aquele desespero mas ainda temos medo- lembrou a sogra. Na semana passada a mulher de Chiarello saiu da casa da mãe para morar com o filho numa apartamento, pois o menino não conseguia dormir com a janela baixa, pois lembrava de sua casa. A casa de Chiarello, aliás, continua fechada desde sua morte.

O Ministério Público solicitou que a Polícia Federal faça novas investigações e uma novo laudo pericial, para esclarecer o caso.


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