15 jun10:12

Estudantes da UFFS fazem protesto em Chapecó

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Cerca de 200 estudantes da Universidade Federal da Fronteira Sul realizaram um protesto na manhã desta  sexta-feira em Chapecó. Eles se concentraram a partir das 8 horas na Praça Coronel Bertaso e depois partiram em caminhada pela Avenida Getúlio Vargas até a reitoria, na esquina com a rua Benjamin Constant.

Lá entregaram uma pauta de reivindicações. Um dos motivos do ato é o questionamento sobre a criação de um curso de Medicina em Passo Fundo, em detrimento de Chapecó. O presidente do Diretório Central dos Estudantes, Diogo Hartmann, argumentou que a proposta não foi discutida com a comunidade, não passou pelo Conselho Universitário e houve a criação de um curso numa cidade que nem campus da UFFS tem, em detrimento dos outros já existentes, como Chapecó.

No gabinete da reitoria a informação é que o reitor Jaime Giollo teria esperado as propostas na noite da quinta-feira, pois hoje estaria viajando. Na semana passada, quando anunciou a criação do curso em Passo Fundo, o reitor afirmou que havia encaminhado proposta para o Ministério da Educação no dia 17 de maio, com propostas para Chapecó e Passo Fundo. Ele informou que a decisão do Ministério da Educação foi por critérios técnicos.

Nesta sexta a reitoria divulgou uma nota de esclarecimento no site da instituição. Um dos tópicos tem a seguinte redação: “de acordo com o Ministro da Educação, Aloízio Mercadante, a abertura de novas vagas seguiu critérios específicos, como a disponibilidade de uma rede hospitalar que possa acompanhar a formação do médico, além do índice de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), que deve ser de cinco para cada profissional em formação. De acordo com o próprio plano, apresentado no dia 05/06, foram contempladas cidades-pólo de cada região, que atenderam, obrigatoriamente, às demandas estruturais necessárias”.

A nota aponta ainda que podem ser criadas mais vagas além das 40 anunciadas para Passo Fundo, mas que para solicitar as vagas os municípios devem se preparar com a estrutura adequada.


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Um Comentário »

  • Luiza disse:

    Mas é óbvio que sem a estrutura “adequada” será impossível criar o curso de medicina. Por adequada, deve-se entender uma estrutura praticamente pronta. Não basta abrir as vagas!!! É preciso criar o espaço primeiro. Se o esquema de abertura de novos cursos é uma parceria município-Universidade, então Chapecó terá que se preparar com antecedência para o próximo pedido. Passo Fundo é o terceiro centro médico de excelência do sul do brasil, perdendo apenas para Curitiba e POA. Eles têm a estrutura montada. Repitam em Chapecó o processo! Não dá pra impedir a abertura de um curso de medicina em determinado local se não existe outro em alternativa!!!!!

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