22 jun16:10

Secretaria da Agricultura discutiu em Maravilha aplicação de recursos para estiagem

Nesta quinta-feira, dia 21, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca participou de audiência pública em Maravilha para debater a aplicação de recursos para amenizar os efeitos da estiagem, principalmente no Oeste catarinense. Os recursos são oriundos do Programa Caminhos do Desenvolvimento que parte da contratação de um empréstimo de R$ 611 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para minimizar os efeitos da estiagem no Estado serão destinados R$ 60 milhões, com contrapartida de R$ 15 milhões do Governo do Estado. Sendo que R$ 30 milhões serão para financiamentos para agricultores familiares e R$ 30 milhões para obras públicas.

O Programa abrange também investimentos em estrutura rodoviária, ampliação do serviço de internet e combate aos efeitos da chuva na Região do Vale do Itajaí. A audiência aconteceu na Câmara de Vereadores e contou com a presença do secretário adjunto de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies. As audiências públicas serão realizadas também em Videira, no dia 28 de junho, e Xanxerê, no dia 5 de julho.

Os investimentos serão destinados para obras em sistemas de captação, armazenagem e uso da água no meio rural catarinense. Serão construídos cisternas, açudes e poços artesianos, cisternas de irrigação e distribuição de águas em comunidades rurais. O apoio será tanto para obras privadas tanto para obras públicas de uso coletivo.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, a estiagem é um fenômeno frequente em Santa Catarina, apesar de o Estado ter alto índice pluviométrico médio de 1600 a 200 mil milímetros de chuva por ano.

O secretário adjunto Airton Spies explicou que o futuro sustentável da agricultura familiar de Santa Catarina depende do uso de irrigação.

- As atividades produtivas que utilizam tecnologias de pontas não podem ficar expostas aos altos riscos de estiagem que ocorrem naturalmente no Estado – ressaltou.

- O poder público representado pelas prefeituras municipais, Governo do Estado e Governo Federal gastam elevados somas de recursos com mitigação dos efeitos das estiagens. Na estiagem de 2012 foram mais de 140 municípios decretaram estado de emergência e os prejuízos na agricultura ultrapassam 800 milhões de reais -complementou Spies.

O secretário adjunto destaca que por essas razões os investimentos em prevenção devem ser priorizados e discutidos para que na próxima estiagem se gaste menos com o socorro dos atingidos. – Esta é a lógica do projeto e da aplicação desses recursos discutidos nessa audiência pública – concluiu Airton Spies.

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