05 jul19:20

Movimento de caminhões cai 38% na aduana de Dionísio Cerqueira

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O movimento na Aduana de Cargas de Dionísio Cerqueira, na fronteira com a Argentina, caiu 38% no mês de junho, em relação ao mesmo período do ano passado. O número caiu de 2001 veículos para 1228, segundo dados da Receita Federal.

Mas essa queda não é reflexo da greve dos fiscais da receita federal e sim da reforma na aduana e a briga comercial entre Brasil e Argentina, segundo o inspetor chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze.

A greve da receita federal iniciou no dia 18 de junho mas não houve acréscimo nas filas, em virtude da queda no movimento. A maioria dos caminhões são liberados em dois dias, segundo Borteze. No entanto alguns caminhões chegaram a ficar dois meses na aduana, até que o governo brasileiro liberasse a importação, como resposta à restrição de importação de produtos brasileiros, como a carne suína. Apesar do anúncio da liberação da venda desses produtos na prática ainda nada ocorreu.

Ontem 120 caminhões estavam no pátio da Aduana. Mas esse número é considerado até abaixo do normal, que são 200 caminhões. Borteze lembrou que, em abril, havia uma fila de 200 caminhões somente no lado argentino, no lado de fora do pátio. O motivo era a safra da cebola e a redução pela metade da capacidade do pátio, que estava em reforma.

Agora estão liberadas as 200 vagas de estacionamento, faltando a estrutura administrativa e outras melhorias, que devem ser concluídas até outubro.

Apesar da queda no número de caminhões o movimento econômico da Aduana cresceu 15,3%, de R$ 52 milhões em junho do ano passado para R$ 60 milhões em junho deste ano. A importação caiu 10% mas as exportações cresceram 65%, principalmente em virtude do aumento da venda de carne suína para o Chile.

A despachante responsável pela importação e exportação da NJK Despachos Aduaneiros, Maria Lúcia Veit, confirmou que não há filas na aduana, justamente em virtude da briga comercial entre Brasil e Argentina. Ela destacou que houve redução nas compras em virtude das exigências burocráticas. Um caminhão que foi liberado ontem estava há 12 dias na fila.

Em relação à “Operação Padrão” dos fiscais da Receita Federal, que estão aumentando as exigências para liberar as cargas, há a demora de até cinco dias em algumas cargas. Mas outras podem ser liberadas no mesmo dia.


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