11 jul07:46

Corpo de Chiarello deve ser exumado nesta quarta

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

O corpo do vereador Marcelino Chiarello, encontrado morto no dia 28 de novembro do ano passado, deverá ser periciado em São Paulo, provavelmente em laboratórios da Universidade de São Paulo (USP) ou Campinas (Unicamp). O motivo é que as duas universidades teriam a melhor estrutura para exumação.

O caixão com o corpo do vereador deve ser retirado na manhã desta quarta-feira do túmulo no cemitério Jardim do Éden, em Chapecó. Funcionários do local já foram informados que eles serão os responsáveis por retirar a leiva de grama que cobre o túmulo, para a retirada do caixão. Durante a retirada, o cemitério será isolado e somente os policiais e representantes da família poderão permanecer no local. Há duas semanas o túmulo vem sendo monitorado por duas câmeras de vigilância instaladas pela Polícia Federal.

Depois da retirada, o caixão será levado até o aeroporto Municipal Serafim Enoss Bertaso, de Chapecó, onde será embarcado num avião Caravan. A aeronave pousou em Chapecó na tarde de segunda-feira, trazendo uma equipe de quatro peritos. O avião partiu de Ribeirão Preto/SP.

Na segunda-feira, dia 10, os peritos estiveram na casa de Marcelino Chiarello, que permanece fechada desde sua morte. A equipe da Polícia Federal passou o dia de ontem realizando uma nova perícia no local.

A Polícia Federal está atuando no caso a pedido do Ministério Público, que deu sequência às investigações após a conclusão do inquérito pela Polícia Civil, que durou três meses. O relatório da Polícia Civil não foi conclusivo sobre a causa da morte de Chiarello, se houve suicídio ou homicídio.

Até os laudos dos médicos legistas foram divergentes. O primeiro médico legista indicou homicídio. Outros pareceres posteriores indicaram suicídio. Familiares defendem a tese do homicídio pela atuação combativa do vereador. Diante da comoção da comunidade o Ministério Público decidiu prosseguir com o caso, para tentar esclarecer a morte. A exumação foi autorizada pelo juiz da primeira vara criminal de Chapecó, Jeferson Zanini, no dia 30 de maio.

O advogado da família de Chiarello, Sérgio Martins de Quadros, considera que a exumação é necessária.

– A família quer a verdade para que o Marcelino possa descansar em paz – declarou.


*Colaborou Juliano Zanotelli


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