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Corpo de Chiarello ficará entre 7 e 10 dias em SP

[Atualizado 09h23]

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O corpo do vereador Marcelino Chiarello, que ainda não teve sua morte esclarecida, deve ficar entre sete e dez dias em São Paulo, até retornar para Chapecó. De acordo com o delegado da Polícia Federal em Chapecó, Oscar Biffi, a perícia que será feita no Centro Médico Legal da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto/SP, deve levar uma semana.

O corpo vai passar por exames de ressonância magnética e tomografia, entre outros, para verificar as causas de algumas lesões que não ficaram claras nos laudos do Instituto Médico Legal e Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina.

Alguns pontos como a fratura no nariz e uma lesão no crânio não ficaram bem claros. Tanto que os laudos foram contraditórios. O primeiro laudo, do médico Antonio de Marco, apontou para homicídio. Outro parecer, do médico Zulmar Coutinho, apontou para suicídio. E a avaliação de uma junta médica, sobre o laudo, também apontou para suicídio. Devido a essa contradição a Polícia Civil encerrou o inquérito, após três meses de investigação, de forma inconclusiva sobre a causa da morte.

Em virtude da comoção que a morte causou na cidade o Ministério Público decidiu dar sequência ao trabalho. A Polícia Federal foi requisitada e autorizada pelo Ministério da Justiça a fazer uma investigação, a partir de abril.

O delegado Oscar Biffi disse que os peritos consideraram necessária a exumação do corpo, que ocorreu ontem. Os preparativos iniciaram às 6 horas da manhã. Às 6h30 o cemitério Jardim do Éden, onde Chiarello estava enterrado, foi interditado. Um irmão de Chiarello e uma representante do advogado da família acompanharam a exumação, que levou cerca de 40 minutos. Depois disso o corpo foi colocado em outro caixão, revestido de zinco, para transporte aéreo. O corpo estava bem conservado devido a uma técnica de utilização de formol para conservação do corpo, denominada tanatopraxia. Às 9h28 o avião com o corpo de Chiarello decolou rumo a São Paulo.

Um professor da USP estava entre os oito integrantes da equipe de peritos da Polícia Federal que esteve em Chapecó. Além da exumação, eles realizaram uma nova perícia na casa de Marcelino Chiarello, que não é habitada desde sua morte. O vereador foi encontrado enforcado no quarto de visitas da casa por familiares.

Os peritos utilizaram luzes que refletem marcas de sangue e luminol, químico que também brilha em contato com sangue. Biffi disse que a Polícia Federal está analisando os laudos já elaborados pelo IGP mas fará sua própria análise. Ele afirmou que a conclusão dos laudos do cadáver e do local devem levar mais que 30 dias. –

Deve levar bem mais que isso- concluiu.




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