18 jul12:16

Suinocultura: Técnicos russos vêm ao Estado

Representantes do governo da Rússia estarão em Santa Catarina entre 28 de julho e 5 de agosto para uma série de visitas a plantas industriais e granjas de produção de carne suína. A visita, de caráter técnico e político, pode resultar em incremento de vendas para o país europeu, o segundo maior mercado consumidor de carne suína do mundo.

Estado produz 7 mil suínos por dia, segundo informações da Cidasc

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc) recebeu ontem a informação da visita, e será a anfitriã oficial da missão ao lado do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, o projeto é conseguir transparecer aos russos toda a competitividade catarinense na produção de carne suína.

– Os Estados Unidos nos passaram na balança comercial, mas nós somos mais competitivos na produção.

Além do status de território livre de febre aftosa sem vacinação,queremos fazer com que eles enxerguem os esforços para manter esta condição sanitária, tanto nas plantas industriais quanto nas granjas de abate e de reprodutores.

Creio que seremos bem sucedidos nesta tarefa – afirmou.

Barbieri avalia que a Rússia tem dois objetivos principais com a visita a Santa Catarina: primeiro, busca um produto livre de antibióticos e de um promotor de crescimento animal chamado ractopamina.Ao passo que Estados Unidos aceitam tranquilamente estes artifícios, os mercados europeu e asiático valorizam mais as carnes livres deste tipo de produto.

Além disso, os russos também querem um melhor equilíbrio na balança comercial entre os dois países.

Tanto que SC não será o único Estado a receber a equipe europeia.

– Estamos em contato frequentecom o Ministério da Agricultura e constato que o governo federal tem feito a sua parte nesse aspecto.A produção agroindustrial ainda não tem todo o espaço que deveria ter no Itamaraty, nós podemos melhorar em comércios bilaterais, mas admito que já estamos bem melhor do que há alguns anos – disse.

Ainda segundo o presidente da Cidasc, hoje o Estado tem duas plantas com produção exclusiva para a Rússia – Marfrig, em Seara, e Pamplona, em Presidente Getúlio – e capacidade produtiva em 7 mil suínos por dia, suficiente para suprir qualquer demanda que o país europeu apresente. Para ele, no cenário atual de preços baixos da suinocultura, há condições de ampliar imediatamente a exportação das atuais 160 para 260 mil toneladas. O pico de embarques catarinenses de suínos para a Rússia ocorreu em 2005, com 250 mil toneladas.


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