clicRBS
Nova busca - outros
02 ago20:56

Chapecoense anuncia Rodrigo Gral para Série C

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Ele já vestiu as camisas de Grêmio, Flamengo, Juventude, Bahia, Seleção Brasileira Sub-20, Sport, Jubilo Iwata, Yokohama Marinos e, ontem, pela primeira vez usou a camisa da Chapecoense. Rodrigo Gral, 35 anos, atacante, natural de Chapecó, campeão Brasileiro de 1996 e da Copa do Brasil em 1997 pelo Grêmio, pela primeira vez vai defender um time catarinense.

-É um momento histórico - disse o presidente da Chapecoense, sobre o novo reforço do clube.

O desejo do jogador em voltar a atuar pelo time de sua terra natal (ele nasceu em Chapecó, morou dez anos em Caxambu do Sul e depois voltou a morar em Chapecó antes de ir para Porto Alegre), contribuiu para o acerto.

A Chapecoense está com o orçamento apertado e vai buscar mais parceiros para bancar o reforço. Gral aceitou jogar pela moradia e um salário mais baixo do que a média do clube e ainda vai doá-lo a uma instituição de caridade.

Pallaoro disse que há a intenção até de manter o jogador para o Catarinense de 2013. A estreia de Rodrigo Gral deve demorar cerca de três semanas.

O médico do clube, Carlos Mendonça, disse que ainda há sinais da lesão num dos joelhos do jogador, que foi o estiramento de um dos ligamentos. Mendonça fez um tratamento de Plasma Rico em Plaquetas, que é a retirada das plaquetas do sangue e aplicação concentrada na lesão para acelerar a recuperação.

Ele calcula que em três semanas o atleta estará em condições médicas e físicas de estrear. –Estamos preparando ele para o returno da Série C- afirmou Mendonça.

A Chapecoense está desde ontem à noite em Porto Alegre, onde treina hoje no campo suplementar do Olímpico e, no final da tarde, embarca para Brasília. No sábado o time enfrenta o Brasiliense, às 16 horas, em Taguatinga.


Diário Catarinense: Por que você decidiu jogar na Chapecoense?

Rodrigo Gral: É um sonho que se tornou realidade. Vinha assistir aos jogos com meu pai quando era pequeno. Em 2010 tive um convite do Nei (Maidana, ex-presidente do clube) quando retornei ao Brasil mas já tinha acertado com o Bahia. Agora tinha mais uma no de contrato com o DPMM, de Brunei, para disputar a liga de Singapura. Estava bem lá, fomos campeões do primeiro turno, mas tive uma lesão no joelho há dois meses e eles não têm boa estrutura, não tinha fisioterapeuta. Além disso tinha dificuldades de adaptação fora de campo pois lá é um país muçulmano e não tem cinema e o acesso à internet é restrito.

DC: O que você sentiu ao vestir a camisa da Chapecoense?

Gral: O pessoal disse que ficou um pouco apertada mas eu estou me sentindo muito bem. Pra mim está muito boa. É o nosso time.

DC: Você está com um projeto para encerrar a carreira aqui?

Gral: Eu pretendo jogar em alto nível mais dois anos, se não tiver lesão.

DC: Você tem investimentos em Chapecó?

Gral: Meu pai e meu irmão tem investimentos aqui. Eu tenho investimentos em Porto Alegre e Rio de Janeiro, em imóveis e outros negócios.

DC: Você pretende se estabelecer em Chapecó?

Gral: Eu poderia me estabelecer em Porto Alegre mas sou do interior e não tem como fugir. Aqui tenho meus amigos de infância, meus familiares. Quem sabe posso ajudar a Chapecoense a buscar investidores. Eu saí daqui com um sonho e fui além do que esperava, jogando em grandes clubes e na seleção.

Por sirli freitas

Comentários