13 ago11:49

Oito cidades de Santa Catarina têm candidatura única para prefeito

Natália Viana e Darci Debona

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Basta apenas um voto. Este é o mínimo necessário para que oito candidatos a prefeito se elejam em Santa Catarina nestas eleições. Em oito municípios, os partidos decidiram pelo lançamento de candidatura única, deixando para o eleitor apenas três opções de voto: no candidato, branco ou nulo.

Nestes casos, os candidatos precisarão apenas de um voto porque a legislação determina que, nas cidades com menos de 200 mil habitantes, vence aquele que receber a maioria dos votos válidos.

Como os votos brancos e nulos não são considerados votos válidos, no dia 7 de outubro bastará apenas o candidato votar em si mesmo para que ele seja eleito. Em todo o Brasil, são 106 municípios com candidatura única, o que representa 1,9% das 5.568 cidades brasileiras.

Dos oito candidatos únicos, dois buscam a reeleição: Alcir José Bodanese (PMDB), de Rio das Antas; e Amarildo Paglia (PMDB), de Vargeão. Em 2008, houve casos de candidaturas únicas em nove cidades catarinenses. Em três municípios essa condição se repete quatro anos depois.

Em Águas Frias, na eleição passada, o atual prefeito Marino Daga (PT) foi candidato único, apoiado pelo PP, DEM, PSDB e PMDB. Desta vez, Danilo Daga (PP) encabeça a chapa única, apoiada pelo PT, PMDB, PSDB, PSD.

Já em Caibi, em 2008, o atual prefeito Adilar Carlesso (PMDB) conquistou a reeleição sem adversários depois que o PT local, que representava a oposição, aderiu ao projeto. Agora, o município mantém a tradição e o petista Dilair Menin (PT) é quem será candidato único em coligação com o PMDB e PSD.

O outro exemplo é Jardinópolis. Na eleição passada, o atual prefeito Dorildo Pedorini (PP) foi o único candidato com apoio do PSDB, PMDB, DEM e PT. Neste ano, a coligação se repete, mas Sadi Gomes Ferreira (PMDB) é que entra na disputa.

Para o professor de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB), David Fleicher, considera que, por não permitir alternativas, a existência de candidaturas únicas é ruim para os eleitores. Para driblar a falta de debates, o professor acredita que a iniciativa poderia partir da própria comunidade, a partir da discussão das propostas apresentadas.

_ Poderia haver uma série de encontros, bairro por bairro, onde o candidato único poderia debater alternativas de políticas públicas e ouvir os comentários e sugestões dos eleitores _ sugere Fleicher.

O secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), juiz Carlos Henrique Braga, também acredita que, embora legal, uma eleição com candidato único é ruim para a democracria. Em entrevista à Agência Brasil, Braga destaca que a falta de debate e de uma disputa, enfraquece a eleição.

 

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