20 ago11:00

Atletas querem apoio discreto dos pais

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Apoio dos pais é importante. Mas ele deve ser discreto. Pelo menos essa é a opinião de Willian Vitor Dias, 12 anos, e Zadyzan Rosa, 16 anos, que há um mês realizaram uma peneira da escolinha do Grêmio, em Chapecó.

Antes e depois dos teste, Célio (E) dá todo apoio ao filho Zadyzan.

-O apoio dos pais é importante- lembra Zadyzan.

Mas desde que não interfira no desempenho na hora do teste. Muitas vezes ele brinca com o pai, que não é um profundo conhecedor de futebol.

– Como você quer me dar dica se não entende de futebol- disse.

Célio disse que procura ajudar o filho, dando apoio. Mas, na hora do treinamento, deixa tudo com os professores. Quando o filho foi fazer o teste na peneira do Grêmio, disse que ficou tranquilo, só observando.

Zadyzan sentiu um pouco de nervosismo antes do teste.

– Dá uma ansiedade, mas na hora do jogo passa- explicou. O aspirante a goleiro não chegou a ficar entre os escolhidos para fazer novo teste em Porto Alegre.

Na hora que terminou o jogo, pôde contar com o apoio do pai.

– Eu sempre vou incentivar- disse Sérgio. Zadyzan não desanimou. Como foi seu primeiro teste, acredita que a experiência serviu para outras peneiras que pretende realizar.

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A história de Willian foi um pouco diferente. No último dia de testes ele calçou a chuteiras, olhou para a mãe que o acompanhava e pediu. – Mãe, não fala nada.

Willian tinha passado por duas avaliações e estava entre os 13 finalistas que concorriam para a segunda etapa de testes, em Porto Alegre.

O lateral esquerdo fã de Marcelo, da Seleção Brasileira, já tinha feito alguns testes no futsal, mas não tinha passado. Agora, estava a um passo de conseguir sua primeira aprovação. Fora do campo, a mãe estava mais ansiosa que o garoto. –Eu acompanhei com muita tensão pois o campo estava molhado no dia- afirmou a mãe. Mesmo assim estava confiante. –Algo me dizia que ele seria escolhido- lembrou.

Fã de futebol e até praticante, Lenir Oselame teve que se conter para atender o pedido do filho. Mesmo assim, quando ele pegava a bola, ela gritava: – Vai, vai-. Ela disse que sempre procurou incentivar o filho, com palavras de apoio. Mas já viu muitos pais brigarem com os filhos, o que considera errado.

Willian disse que a presença da mãe ajudou a dar segurança e nem ouviu ela gritar. Ele começou a pensar que seria um dos escolhidos quando o técnico parou duas vezes as jogadas, conversou e deu a bola para ele cruzar. –Fiquei feliz com isso- lembrou.

A mãe, de fora, ficou curiosa para saber o que estavam conversando. Ao final do teste, ela soube. Seu filho estava entre os sete escolhidos. No dia 17 de setembro ele viaja para Porto Alegre, para o teste final. A mãe vai junto. Mas já sabe a regra do filho. Pode torcer, mas sem atrapalhar.


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