24 ago13:35

Nova comédia no Cinema de Chapecó

Daniel Feix | daniel.feix@zerohora.com

Já são quase 10 anos em Hollywood, mas poucas vezes antes, até aqui, Rodrigo Santoro teve tanto destaque quanto tem na comédia O que Esperar Quando Você Está Esperando, que estreia nesta sexta-feira no Cinema Arcoplex Shopping Pátio Chapecó. Com o personagem Alex, o brasileiro faz um publicitário casado com a fotógrafa Holly (Jennifer Lopez).

Juntos, eles compõem um dos núcleos centrais da trama, constituída de cinco histórias paralelas e interligadas que têm a ver com gravidez. No caso da dupla de sotaque latino-americano, a adoção. No longa-metragem dirigido por Kirk Jones, os famosos atores Cameron Diaz e Chris Rock estão no elenco.

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Confira o bate-papo com Rodrigo Santoro:

Zero Hora: Sua participação no filme é bem importante, mas se trata de um projeto que exige menos do intérprete. O quanto esse papel é importante para você?

Rodrigo Santoro: Ele se insere na minha filosofia de escolher projetos pela experiência que eles podem proporcionar. Gostei desse personagem porque ele representa o que muitos caras sentem, que é um misto de desejo de ser pai com a insegurança de não se sentir preparado para isso. Trata-se de algo universal, presente em todos os homens. O interessante é que o Alex é isso, um sujeito de seu tempo, independentemente de suas origens. Não se trata necessariamente de um latino-americano. Quando recebi o roteiro, logo procurei um José, ou outro nome assim. Não encontrei e fiquei pensando qual daqueles personagens seria para mim. Adorei quando soube que era o Alex.


ZH: Mas você e a Jennifer Lopez formam o núcleo latino do filme.

Santoro: Sim. Mas o que é interessante é que nem o Alex, nem a Holly tinham referências latinas na construção do roteiro. São personagens universais. E tem sido assim em Hollywood recentemente, ao menos é o que eu tenho percebido. Acho que a indústria norte-americana finalmente se abriu. Talvez tenha se dado conta de que o rendimento dos filmes depende muito das bilheterias em outros países que não os EUA, então ficar tratando realidades específicas a partir de figuras estereotipadas não funciona. A resistência aos latinos que percebi quando fiz meus primeiros trabalhos aqui diminuiu muito, praticamente não existe mais.


ZH: Como foi trabalhar com a Jennifer Lopez? Por ser uma pop star de outra dimensão, é muito diferente da Laura Linney, por exemplo (de Simplesmente Amor)?

Santoro: Ela foi ótima, é super pé no chão e divertidíssima. Já tínhamos fotografado juntos para a (revista) Vanity Fair. Desta vez foi tudo muito rápido, mas não por culpa dela, e sim porque o projeto era assim mesmo: nos encontramos pela primeira vez dois dias antes das filmagens, ouvimos um briefing do diretor (Kirk Jones) e praticamente não ensaiamos.




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