28 ago15:57

Servidores de 17 categorias aceitam proposta do governo e decidem encerrar greve

Servidores ligados à Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) decidiram há pouco encerrar a greve que já durava cerca de dois meses.

A decisão, tomada em plenária nacional realizada em Brasília, vale para 17 categorias ligadas à entidade e que negociaram de forma unificada, segundo o secretário-geral Josemilton da Costa.

A assinatura do acordo aceitando a proposta do governo federal, segundo a direção da confederação, será feita no final desta tarde. Os trabalhadores ainda estão decidindo quando vão retomar as atividades.

Devem retornar ao trabalho cerca de 250 mil servidores, principalmente de carreiras administrativas, segundo informação da assessoria de imprensa da entidade.

Entre as categorias que decidiram voltar ao trabalho estão servidores dos ministérios da Saúde, Cultura, Fazenda e do Planejamento, além de autarquias e fundações públicas, como a Fundação Nacional do Índio (Funai).

Os associados da confederação somam cerca de 510 mil, entre trabalhadores ativos, pensionistas e aposentados. Ao todo, a Condsef representa 80% dos servidores ativos do Executivo, mas algumas categorias estão negociando separadamente, a exemplo da formada por servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Durante a plenária, diversos delegados avaliaram o movimento como vitorioso, não pelas conquistas financeiras, com o reajuste de 15,8% proposto pelo governo, mas pela dimensão da mobilização e pelo fortalecimento da integração das categorias, que reivindicaram de forma unificada as melhorias salariais.


Rodada de hoje

O presidente da Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindica), Wilson Roberto de Sá, reúne-se à tarde com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, para dar prosseguimento à negociação salarial da categoria.

Em assembleia geral realizada na segunda-feira, os fiscais agropecuários recusaram a proposta do governo, que ofereceu “subsídio” (incorporação de gratificações e vantagens), acrescido de 5% de reajuste em janeiro de 2014 e 5% em janeiro de 2015, totalizando 10,2%.


AGÊNCIA BRASIL E AGÊNCIA ESTADO



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