01 set18:25

Bem mais que um dia de inverno

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Era um daqueles dias, bem frios. Dias que não temos a mínima vontade de sair debaixo do cobertor, e muito menos de casa. Porém, muita gente acredita que são nestes dias que acontecem as situações mais surpreendentes. Uma delas pode ser encontrar o amor da vida. Será? Marina se tornou uma dessas pessoas.

Tudo começou numa sexta-feira, após um logo dia de trabalho. A jovem tinha acabado de chegar em casa quando o telefone tocou. Era uma amiga convidando-a para um show de rock mais tarde. Mesmo reticente e afim de curtir o frio em casa, ela não conseguiu dizer não e topou a balada. Afinal, no outro dia estaria de folga.

Assim que desligou o telefone começou a correria. Escolher roupa, calçado, tomar banho, dar um tapa na maquiagem, fazer um cabelo legal, e , ainda nesse meio tempo , comer alguma coisa. O relógio batia 22 horas e Marina estava quase pronta, só faltava o toque final, passar o perfume preferido. Pronto , agora sim.

Nem bem terminou de passar o perfume, já ouviu a buzina do carro da amiga. Pegou sua bolsa, trancou a porta e chamou o elevador. Chegando na portaria ouviu um comentário questionador do porteiro.

– Vai sair mesmo com esse frio dona Marina? Bom , a senhorita é nova, está solteira, quem sabe não encontra o amor da sua vida esta noite, hein?

A jovem apenas sorriu e desejou boa noite ao porteiro.

Ainda envergonhada com o ocorrido, cumprimentou a amiga . Não conseguia esquecer as frases que tinha acabado de ouvir. Ela nem escutava os comentários e gargalhadas que a amiga dava enquanto dirigia pelas ruas agitadas da cidade.

A música que tocava no rádio ajudou a distrair os pensamentos sem sentido que estavam a mil na cabeça de Marina. No entanto, foi só estacionar na frente do bar que as frases ditas pelo porteiro voltaram na mesma intensidade das batidas do som que tocava dentro do bar.

As duas deram uma última conferida no visual e entraram , para curtir aquela que deveria ser uma noite inesquecível. O bar ainda não estava cheio e por sorte conseguiram uma mesa bem na frente do palco. Sentaram e pediram uma bebida para brindar a amizade, e é claro, esquentar, afinal o termômetro marcava 3 graus.

Estavam na segunda rodada quando a banda começou a se arrumar no palco. Assim que o baterista passou, Marina sentiu algo que nunca tinha sentido antes. Os olhos se encontraram, as pernas tremeram e , sem que pudesse controlar , um sorriso brotou em seu rosto. E o melhor : tudo foi correspondido.

O show começou e as batidas do coração dela e do baterista entraram no mesmo compasso. Ela teve uma hora de aflição, onde os mais improváveis pensamentos invadiram sua mente, desde como seria o beijo dele, até como seria a casa onde morariam juntos.

Chegou a hora do bis e o frio na barriga aumentou. A galera aplaudiu, agradeceu e o show acabou. E desde aquele, que foi bem mais que um dia de inverno, eles estão juntos e felizes.

E você? Aproveite que ainda é inverno e descubra o final da sua própria história.


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