05 set09:11

Palestra da Logosofia sobre o futuro da humanidade reuniu 700 pessoas em Chapecó

O que eu espero do futuro e o que o futuro espera de mim? Estes foram os questionamentos que encerraram a palestra “Que futuro espera a humanidade?”, que reuniu cerca de 700 pessoas no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó, na noite de terça-feira.

O evento foi promovido pela Fundação Logosófica de Chapecó, em comemoração aos 25 anos da Logosofia na cidade. A palestrante Maria Anzanello Fontes, que é médica e reside em Florianópolis, fez uma retrospectiva da história da humanidade, desde a conquista do fogo, da roda, da escrita e da imprensa.

Ela ressaltou que todo esse avanço foi por meio do conhecimento. No entanto, ela mostrou que o homem avançou muito na parte física e tecnológica, mas que em muitos aspectos ainda está numa era primitiva. Exemplo disso é a violência que ainda perdura atualmente. A palestrante comparou o homem primitivo que usava tacape ao homem moderno aperta um botão para lançar um míssil. Outro exemplo é a depressão cada vez mais comum, numa sociedade em que as pessoas têm cada vez mais conforto.

Para a palestrante, o que falta para o ser humano é desenvolver o mundo interno. Para isso é necessário conhecer-se a si mesmo. Essa já era uma aspiração desde a antiguidade e que, de acordo com a palestrante, é possível graças a um método desenvolvido pela Logosofia.

Mariza Fontes afirmou que a Logosofia traz um método de estudo que permite identificar componentes internos como os pensamentos, sentimentos, faculdades mentais e o espírito que anima cada ser.

Citou que os pensamentos tem vida própria e passam de uma mente para outra. Lembrou que é comum as pessoas serem induzidas por um pensamento de consumo mostrado numa propaganda ou então reproduzindo ideias de outras pessoas como se fossem suas. Mariza Fontes citou o seguinte pensamento da Logosofia: “A vida é um espelho onde se reflete o que o ser pensa e faz, ou o que os pensamentos próprios ou alheios o levam a fazer”.

Para a palestrante, o ser humano precisa identificar suas falhas para corrigi-las e assim ser uma pessoa melhor e mais feliz no futuro. Lembrou que no início de seus estudos de Logosofia, o primeiro pensamento que identificou na sua mente estava ligada à impulsividade. Disse que se fosse levada por essa característica psicológica iria cometer um equívoco, que seria irremediável. Ou seja, a impulsividade é uma das deficiências do ser humano que causa aborrecimentos e mal estar. Por isso precisa ser controlada.

Mariza Fontes disse que cada ser humano pode herdar a si mesmo. Para isso basta semear boas sementes, bons pensamentos, trabalhando valores positivos que vão dar um resultado no futuro. Ou seja, cada um vai ser no futuro o que está plantando hoje.

Ela destacou a importância de buscar um mundo melhor para nossos descendentes. E encerrou com o seguinte pensamento do criador da Logosofia, Carlos Bernardo González Pecotche:

“Conseguir que as gerações futuras sejam mais felizes do que a nossa será o prêmio mais grandioso a que se possa aspirar. Não haverá valor comparável ao cumprimento dessa grande missão, que consiste em preparar para a humanidade futura um mundo melhor”.



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